PJ da Guarda detém estudante suspeito de "sextortion" com lucros de 1 milhão de euros

Detenção ocorreu na sequência de cinco buscas domiciliárias, que permitiram a recolha de sólidos e relevantes elementos de prova.

21 de maio de 2026 às 16:35
PJ, Polícia Judiciária Foto: Alexandre Azevedo
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Um homem de 22 anos foi detido pela PJ da Guarda por ser suspeito da prática, em coautoria, de dezenas de crimes de extorsão agravada (sextortion), burla, recetação e branqueamento, com lucros ilícitos de um milhão de euros.

Em comunicado esta quinta-feira divulgado, a Polícia Judiciária (PJ) revelou que a detenção ocorreu na sequência de uma operação na região do Montijo e Setúbal.

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A detenção, ainda de acordo com a PJ, ocorreu na sequência de cinco buscas domiciliárias, que permitiram a recolha de sólidos e relevantes elementos de prova.

"O detido conhecia as vítimas através de redes sociais e, com recurso a técnicas de engenharia social, persuadia-as a fornecer-lhe fotografias íntimas, com o objetivo de mais tarde as ameaçar com a divulgação das mesmas, extorquindo-lhes, desta forma, avultadas quantias monetárias", explicou a polícia criminal.

O inquérito é titulado pelo DIAP da Guarda, o detido é estudante universitário e a operação contou com a colaboração de diversas unidades da Polícia Judiciária, nomeadamente, da Unidade de Perícia Tecnológica e Informática -- UPTI e ainda da Unidade de Armamento e Segurança -- UAS.

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"Quando não cediam à chantagem, outros elementos do grupo entravam em ação, fazendo passar-se por inspetores da PJ, com vista a coagir as vítimas a pagar supostas 'multas' ou ressarcirem hipotéticos menores a quem teriam sido divulgadas tais fotografias", revelou ainda aquela polícia, esclarecendo que os "lucros ilícitos recebidos eram depois dispersados, pelo suspeito, por várias contas bancárias distintas, em seu nome, de familiares e de terceiros".

A atividade criminosa apenas cessou no momento da intervenção da PJ.

O detido vai ser presente a primeiro interrogatório judicial para aplicação das medidas de coação tidas por adequadas e a "investigação continua tendo em vista o cabal esclarecimento dos factos e identificação de todos os suspeitos e vítimas", concluiu a PJ.

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