Detida pela PJ médica suspeita de gerir esquema de falsas reformas por invalidez
Emuna Mia cobraria mil euros por cada atestado de invalidez que passasse, viabilizando, desta forma, dezenas de processos.
A Polícia Judiciária está a realizar buscas no âmbito de uma investigação a Emuna Mia, uma médica de Benavente, suspeita de gerir um esquema para ajudar utentes a terem reforma por invalidez, cobrando mil euros para viabilizar os respetivos processos. A médica já foi detida.
De acordo com informações recolhidas pelo CM, as diligências estarão a ocorrer em Santo Estevão, onde Emuna Mia manteve durante anos um consultório, e noutras zonas de Benavente. Até ao momento, não foi possível confirmar se outras pessoas foram detidas para interrogatório judicial.
Foi em abril que o caso de Emuna Mia foi revelado. A partir do seu consultório, a médica cobraria mil euros por cada atestado de invalidez que passasse, viabilizando, desta forma, dezenas de processos.
Só na Carris houve dezenas de trabalhadores que obtiveram a reforma por invalidez após parecer de Emuna Mia. A empresa acabaria por apresentar uma queixa contra a médica.
Após o caso ter sido revelado pela SIC, o bastonário da Ordem dos Médicos (OM), Carlos Cortes, declarou que os factos revelados indiciavam “alegadas práticas gravemente lesivas da ética e da deontologia médica".
Num comunicado às redacções, a Ordem condenou a atuação da profissional de saúde, tal como qualquer "atuação que instrumentalize o ato médico para fins alheios ao interesse dos doentes, ao rigor clínico e ao cumprimento da lei". No mesmo texto, a OM adiantou que o Conselho Disciplinar tinha aberto um inquérito.
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