PJ recolhe material para analisar em buscas a empresa municipal de Faro
Ambifaro no centro das suspeitas. Ligações entre autarca e advogado.
A PJ recolheu muito material nas buscas realizadas no âmbito da operação Mercado Aberto.
Os inspetores da Diretoria do Sul têm agora de analisar e-mails, SMS e muita documentação, apreendida na empresa municipal Ambifaro, que estaria no centro da atividade criminosa.
Além da empresa municipal, a PJ fez buscas na Câmara de Faro e nas casas do vice-presidente, Paulo Santos e da ex-mulher deste, Sandra Ramos, atualmente presidente da Ambifaro. Foram ainda feitas buscas no escritório do advogado Miguel Morgado Henriques.
Os três foram constituídos arguidos, bem como o diretor-geral da Ambifaro, Hugo Geraldo, responsável pelo Mercado Municipal.
As suspeitas apontam para o favorecimento na atribuição de espaços comerciais precisamente no Mercado de Faro.
Mas existem ligações entre o vice-presidente da autarquia e o advogado em negócios, que são igualmente consideradas suspeitas pelas autoridades.
Os quatro estão indiciados por participação económica em negócio, corrupção passiva e ativa, peculato, prevaricação e abuso de poderes.
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