Polícia Judiciária faz buscas na casa do cunhado do ministro Leitão Amaro por suspeitas de corrupção

Também o pai e o advogado de Ricardo Leitão Machado são alvos das buscas.

Atualizado a 14 de maio de 2026 às 11:08
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A Polícia Judiciária desencadeou, nas primeiras horas desta manhã de quinta-feira, uma operação de buscas relacionada com suspeitas de crimes de corrupção, entre outros, em concursos de aluguer de helicópteros para o combate aos fogos rurais. De acordo com informações recolhidas pelo NOW, o principal alvo destas novas buscas é Ricardo Leitão Machado, cunhado do ministro da Presidência, António Leitão Amaro. A casa do empresário, no Restelo, em Lisboa, está a ser alvo de buscas, assim como empresas e pessoas a si ligadas.

Também o pai e um advogado ligado a Ricardo Leitão Machado são alvos das buscas. José Filomeno Machado chegou a integrar órgãos sociais de empresas detidas pelo filho, enquanto Carlos Carvalho e Cruz tem sido o gestor nomeado para várias sociedades desde os anos em que Ricardo Machado tinha atividade empresarial em Angola.  

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Este processo já teve, em março de 2025, uma primeira ação buscas, ficando conhecido por “Operação Torre de Controlo”.

Ricardo Leitão Machado é dono da empresa Gesticopter, que ganhou concursos para o aluguer de helicópteros. Apesar de tal ter acontecido antes da entrada formal do empresário no capital da empresa, através da compra de outra sociedade que a detinha, a Gestifly, a Judiciária suspeita que o mesmo, há muito, a controlava. Por sua vez, o irmão de António Leitão Amaro era diretor de operações da Gesticopter.

Em março de 2025, num comunicado, a Polícia Judiciária referiu que, nesta investigação, estão em causa “crimes corrupção ativa e passiva, burla qualificada, abuso de poder, tráfico de influência, associação criminosa e de fraude fiscal qualificada, através de uma complexa relação, estabelecida pelo menos desde 2022, entre várias sociedades comerciais, sediadas em Portugal, e que têm vindo a controlar a participação nos concursos públicos no âmbito do combate aos incêndios rurais em Portugal, no valor de cerca de 100 milhões de euros”.

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“Estes concursos públicos incidem na aquisição de serviços de operação, manutenção e gestão da aeronavegabilidade dos meios aéreos próprios do Estado, dedicados exclusivamente ao Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR), com a intenção de que o Estado português fique com carência de meios aéreos e, dessa forma, se sujeite aos subsequentes preços mais elevados destas sociedades comerciais”, acrescentou a Judiciária.
Po sua vez, o Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) acrescentou que, na altura, foram constituídas arguidas sete pessoas singulares e cinco empresas.

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