Português morre atropelado em Paris antes do início das férias
Gonçalo Santos preparava-se para ir à Ucrânia buscar a mulher e as filhas para depois viajar até Portugal e festejar os 39 anos.
"O meu filho era um aventureiro, um apaixonado pela vida. É uma perda insuportável para nós. Estamos destroçados". Nuno Reis Lima está completamente destroçado depois de ter perdido o filho, de 38 anos, atropelado por um autocarro, na terça-feira da semana passada, em Paris.
O professor de Educação Física, que trabalhava como empregado de mesa numa cadeia de restaurantes lusa, precisamente na capital francesa, seguia de bicicleta para casa quando o acidente aconteceu. Agora, os amigos mobilizam-se para encontrar testemunhas do desastre fatal, que está a ser investigado pela polícia.
"O que nos contaram foi que o motorista do autocarro, um jovem de 27 anos, disse que não o viu, mas o meu filho era cuidadoso, não acredito que seguisse sem sinalização de segurança", atira o pai, inconformado.
Gonçalo Santos era natural de Vila Nova de Anha, Viana do Castelo. A falta de colocação profissional na sua área levou-o a emigrar para França há dois anos. "Tem duas meninas lindíssimas e queria garantir um futuro bom para a família.
"Trabalhava muito", lamenta Nuno Lima. O emigrante português morreu na véspera do início das férias. Tinha viagem marcada para Portugal, para celebrar o aniversário em família.
"Despediu-se dos colegas e estava feliz por vir de férias. Ia à Ucrânia buscar a mulher e as filhas e vinha para casa festejar connosco os 39 anos", relata o pai, emocionado. O funeral de Gonçalo só deve acontecer na quinta- -feira, dia do seu aniversário.
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