Portuguesas tramam polícia que é violador
Oferecia vinho caseiro com o qual drogava turistas para as violar. Há 14 denúncias.
Márcia é dada como um exemplo em Itália e em páginas da internet de defesa dos direitos das mulheres. Foi ela que, regressada a Portugal após férias em Pádua, Itália, sentiu que algo estava errado consigo e contactou outros mulheres, entre elas mais duas portuguesas, que como ela tinham ficado hospedadas em casa de Dino Maglio, um agente dos ‘carabinieri’.
A Justiça italiana já contabilizou 14 mulheres violadas pelo polícia: oferecia vinho e bebida caseira às mulheres, drogava-as e abusava sexualmente delas.
O homem, de 38 anos, será em fevereiro julgado pelos crimes cometidos em 2013. Foi detido em 2014. Estão em causa 14 vítimas: Dino Maglio já foi condenado a seis anos e meio de cadeia por violação de uma australiana de 16 anos, que estava acompanhada da mãe. As mulheres foram todas parar a sua casa devido ao anúncio que ele pôs na página Couchsurfing, em que pessoas oferecem gratuitamente dormida a turistas.
O polícia, que à noite se transformava em violador em série, ouviu há dias a acusação pelos novos 13 crimes. Primeiro, foi a norte-americana Anita (que estava com uma amiga alemã). Cinco meses depois, duas polacas, Oliwia e Marzena. Semanas depois, as portuguesas Márcia, Matilde e Sofia. No mês seguinte, Lisa e Michel, de Hong-Kong, e Amalia e Emma, alemã e canadiana, respetivamente. Mais tarde, Irena, Tatana e Dusa da República Checa.
Em todos os casos foram utilizados alimentos ou vinho com benzodiazepinas ou medicação para dormir, de forma a que as vítimas não resistissem.
PORMENORES
Pornografia
O homem está ainda a responder num outro processo por, durante as buscas policiais, lhe terem sido encontradas no computador imagens de pornografia infantil, supostamente tiradas da internet.
Julgamento
O julgamento deverá começar em fevereiro. As vítimas ficavam em casa do polícia em Pádua por ser próximo de Veneza. Ele começava por ser simpático e fazia de guia turístico das vítimas.
Denúncia
Márcia percebeu na internet que outros ‘clientes’ tinham "más experiências". Contactou todas e criou um fórum na internet de denúncia. Estas chegaram depois às autoridades italianas.
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