Portugueses não querem mais estrangeiros
Os portugueses são a quarta comunidade nacional de entre os 25 países da União Europeia a manifestar maior resistência à aceitação de mais imigrantes. Essa posição foi assumida por 62,5% dos portugueses inquiridos num estudo apresentado pelo Observatório Europeu dos Fenómenos Racistas e Xenófobos, segundo o qual metade dos europeus não quer mais estrangeiros residentes nos seus países.
A resistência à imigração assumida por um em cada seis portugueses pode encontrar explicações na recente 'explosão' do fenómeno em Portugal (o número de imigrantes duplicou de 2001 para 2002, atingindo os 500 mil) e na 'colagem' dos imigrantes à criminalidade. É preocupante que metade dos cidadãos da Europa comunitária não queira aceitar mais imigrantes, o que talvez seja um efeito do aumento da migração clandestina.
A tabela de resistência à imigração - se assim se pode chamar - é liderada pela Grécia (87,48%), seguida pela Hungria (86,53%), Áustria (64,37%) e Portugal (62,5%). Em último lugar nesta tabela surge a Suécia (14,64%), em penúltimo um país sempre muito comparado a Portugal, a Irlanda (32,27%) e em antepenúltimo um inesperado país do Sul, a Itália (36,5%).
O estudo - intitulado Atitudes das Maiorias Perante as Minorias - revela ainda que apenas um quarto dos europeus se opõe a uma sociedade multicultural, mas dois em cada três europeus inquiridos considera que o comportamento dos imigrantes tem de se submeter ás leis dos países de acolhimento.
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