Preso por abusar de três filhos da amiga durante seis anos em Gaia. Predador chantageou vítimas com refeições e um gato
Polícia Judiciária deteve homem de 55 anos, que já foi colocado em prisão preventiva.
Um homem de 55 anos foi quarta-feira detido pela Polícia Judiciária do Norte por ter abusado, desde 2019, em Vila Nova de Gaia, de duas raparigas e um rapaz, agora com 20, 16 e 12 anos, filhos de uma sua amiga que conheceu nas redes sociais, que iam a sua casa - onde dormiam e brincavam com o filho do predador - e a quem chantageou com um gato, bens e refeições, uma vez que viviam na pobreza. Ficou em prisão preventiva.
De acordo com a PJ, que anunciou esta quinta-feira a detenção do suspeito, o homem, reformado por invalidez, já com antecedentes por crimes semelhantes, começaram a ser abusadas em finais de 2019 "na residência do arguido, local que frequentavam com regularidade". "Após estabelecerem contacto via redes sociais e dada a proximidade de locais de residência, a progenitora dos menores e o arguido passaram a encontrar-se, pessoalmente, e a frequentar as respetivas residências, vindo os menores a frequentar a casa do arguido, muitas vezes sozinhos, para brincar com o filho deste, ali pernoitando diversas vezes", descreve a PJ.
Aproveitando-se do ascendente sobre os menores, muito devido às dificuldades económicas do agregado familiar das vítimas, o predador abusou sexualmente dos menores. Os crimes ocorreram com grande frequência, mas as vítimas eram atacadas à vez. O homem ofereceu-lhes, como chantagem para não o denunciarem, bens materiais, refeições e, até, um gato."Os referidos abusos persistiram, durante vários anos, num crescendo de gravidade e frequência, apenas cessando no final de 2025, quando a irmã mais velha, já maior de idade, porém com défice cognitivo, saturada com a situação, ganhou coragem e a reportou à sua mãe, tendo esta efetuado queixa às autoridades policiais locais que ativaram a PJ", assinalam os investigadores em comunicado.
"Os referidos abusos persistiram, durante vários anos, num crescendo de gravidade e frequência, apenas cessando no final de 2025, quando a irmã mais velha, já maior de idade, porém com défice cognitivo, saturada com a situação, ganhou coragem e a reportou à sua mãe, tendo esta efetuado queixa às autoridades policiais locais que ativaram a PJ", assinalam os investigadores em comunicado.
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