“Prestarei declarações, mas na casa da Justiça": Ex-presidente da Câmara de Caminha reage a novo adiamento do julgamento

Miguel Alves e Manuela Sousa firmaram contrato de assessoria e promoção ao arrepio da lei.

11 de janeiro de 2024 às 09:02
Ex-secretário de Estado e ex-autarca Miguel Alves (à dir), em tribunal Foto: Rodrigo Andrade /CMTV
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O julgamento do antigo presidente da Câmara de Caminha Miguel Alves voltou a ser adiado na quarta-feira. Foi a quarta tentativa. O julgamento foi reagendado para esta quinta-feira, mas a greve que os oficiais de justiça iniciaram em dezembro, e que fez adiar a sessão de quarta-feira, poderá voltar a empurrar o início do julgamento para nova data.

Miguel Alves, que está acusado de um crime de prevaricação de titular de cargo político, já disse que vai falar ao Coletivo. Manuela Sousa, dona da Mediana, coarguida no processo, também deverá prestar declarações. Na quarta-feira ficou em silêncio.

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“Prestarei declarações, mas na casa da Justiça, como é meu dever e minha responsabilidade”, disse Miguel Alves à saída do Tribunal de Viana do Castelo, interrogado pelos jornalistas.

O ex-autarca de Caminha - que se demitiu do cargo de secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro após saber da acusação - é suspeito de ter favorecido a empresa detida pela empresária Manuela Sousa, com quem contratou serviços de assessoria de comunicação e promoção para o município de Caminha, sem procedimento de contratação pública.

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O negócio entre os dois terá sido firmado, segundo a acusação, em julho de 2014. Até pelo menos março de 2015, a empresa de Manuela Sousa - que à data usava o apelido Couto por ser casada com o ex-edil de Santo Tirso Joaquim Couto -, “sem qualquer procedimento de contratação ou suporte legal e documental”, prestou os serviços ao município “com o conhecimento do arguido Miguel Alves”.

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