Prisão preventiva para madrasta que matou menina de 8 anos em Valpaços
Eulália asfixiou Lara até à morte para se vingar do companheiro, o pai da menina.
Eulália, a madrasta suspeita de ter asfixiado até à morte a enteada de 8 anos, ficou em prisão preventiva. A medida de coação foi conhecida esta sexta-feira, depois de a mulher ter sido presente a primeiro interrogatório judicial no Tribunal de Vila Pouca de Aguiar.
Em tribunal a mulher chorou e disse que não era ela que estava a matar Lara e que ouvia vozes. "Não era eu que estava a matar a Lara, nunca fui eu que fiz isto", disse a suspeita no primeiro interrogatório judicial no Tribunal de Vila Pouca de Aguiar.
A advogada de Eulália disse que não irão recorrer da decisão, mas que vão tentar que haja uma perícia psiquiátrica. "Ela colaborou com a investigação, hoje falou e confessou muitos dos factos. Mostrou muito arrependimento, não sabe porque o fez, mas não minimiza e não apaga a morte de uma criança. É um crime horrível", disse a advogada.
Sobre inimputabilidade a advogada disse que "ainda é muito cedo" e que é preciso confirmar o "contexto familiar", que sobre a violência doméstica "não há queixa", apenas "alguns desabafos com a CPCJ".
O corpo de Lara foi encontrado pelas primeiras horas da manhã desta quinta-feira. Junto a ele estava a mochila da escola. A madrasta Eulália confessou o crime à Polícia Judiciária e participou nas buscas para localizar o corpo da menina na serra da Padrela, em Vila Pouca de Aguiar.
“Queria vingar-me do companheiro, Carlos, pai da menina. Não queria fazer mal à miúda”, explicou Eulália às autoridades. A mulher levou a menina para a serra e a conversa que tiveram acabou de forma trágica. Lara morreu asfixiada.
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