Prisão preventiva para suspeito de integrar grupo organizado de esquema 'CEO fraud'
Arguido é suspeito de crimes de associação criminosa, de falsificação de documentos, burla, branqueamento de capitais e de fraude fiscal.
Um suspeito de burla e crimes informáticos relacionados com o esquema 'CEO fraud' foi detido na quinta-feira e colocado esta sexta-feira em prisão preventiva após interrogatório judicial, adiantou o Ministério Público (MP).
Segundo um comunicado do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), que tutela o inquérito, que se encontra em segredo de justiça e no qual é coadjuvado pela Polícia Judiciária, na quinta-feira foram realizadas buscas domiciliárias e não domiciliárias na área metropolitana de Lisboa "com vista à recolha de elementos de prova", tendo sido detido um suspeito, por ordem do MP.
"Desde meados de 2024, o arguido detido integra um grupo organizado que se dedica à utilização de diferentes identidades forjadas, com as quais são constituídas sociedades comerciais de "fachada" e, posteriormente, abertas contas bancárias, tanto em nome dessas identidades forjadas, bem como das sociedades entretanto criadas, com a finalidade de fazer circular fundos de proveniência ilícita, com origem em burlas ou crimes informáticos, nomeadamente "CEO fraud", através das diversas contas bancárias (nacionais e estrangeiras)", explicou o MP sobre as suspeitas em causa.
O arguido é suspeito de crimes de associação criminosa, de falsificação de documentos, burla, branqueamento de capitais e de fraude fiscal.
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