Prisão preventiva para três dos cinco detidos em Sintra na operação "Flamma"
Outros dois suspeitos foram sujeitos à medida de coação de apresentações trissemanais às autoridades e um outro a apenas Termo de Identidade e Residência.
Três dos cinco detidos na quinta-feira, em Sintra, por "fortes indícios" de crimes de rapto agravado, extorsão tentada, ofensas à integridade física grave, roubo e tráfico de droga ficaram em prisão preventiva, foi esta terça-feira divulgado.
Fonte da Judiciária adiantou à agência Lusa, que além dos três arguidos da operação "Flamma" que ficaram em prisão preventiva por decisão judicial, dois foram sujeitos à medida de coação de apresentações trissemanais às autoridades e um outro a apenas Termo de Identidade e Residência (TIR).
Os detidos no âmbito da operação "Flamma", realizada pela Unidade Nacional Contraterrorismo (UNCT) da PJ, são todos de nacionalidade portuguesa e têm entre os 29 e os 42 anos.
Segundo a PJ, os alegados crimes de rapto agravado, extorsão na forma tentada, ofensas à integridade física grave qualificada e roubo ocorreram na noite de 05 de abril de 2026, em Cascais, quando a vítima, um homem também português, foi abordada junto à sua residência, perseguida e introduzida numa viatura através de violência.
A investigação apurou que durante várias horas, a vítima foi transportada entre diferentes locais, sempre mantida manietada, amordaçada e privada da liberdade.
Foi repetidamente agredida e submetida a queimaduras com um maçarico de gás e uma placa elétrica, enquanto lhe era exigida uma elevada quantia em dinheiro ou a entrega de produto estupefaciente, como resgate para a sua libertação, explica a PJ.
A mesma fonte adianta que o homem acabou por ser abandonado na zona de Rio de Mouro, "tendo necessitado de internamento hospitalar devido às extensas e graves queimaduras e restantes lesões sofridas".
Nas buscas realizadas pela UNCT foram apreendidos, entre outros objetos, dois maçaricos utilizados nas agressões, equipamentos de comunicações, mais de mil euros em numerário, uma pistola de alarme, um colete balístico, um colete com inscrições alusivas a entidades policiais, uma luz azul rotativa, idêntica às utilizadas pelas forças de segurança, e uma balança de precisão.
Foram igualmente apreendidos sete quilos de canábis resina, quantidade suficiente para cerca de 30 mil doses individuais.
A investigação prossegue, sob a direção do Ministério Público do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Sintra.
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