Prometem 4 mil euros por mês com sexo
Casal condenado por angariar e explorar mulheres e travestis em Braga.
Os apartamentos da avenida da Liberdade, em Braga, alugados ao casal brasileiro eram casas de sexo abertas 24 horas por dia.
Lá dentro, havia mulheres, angariadas no Brasil com a promessa de lucros mensais de milhares de euros, e homens travestis já residentes em Portugal. Eram obrigados a prostituir-se e recebiam, pontualmente, 20 euros. O casal foi recentemente condenado pela Relação de Guimarães a 5 anos de pena suspensa e a pagar 1750 euros à associação O Ninho, de apoio a vítimas de prostituição.
Com o negócio de sexo, que funcionou ao longo do ano de 2014, Luiz e Cristiane lucraram dezenas de milhares de euros, colocados em contas ou transferidos para o Brasil. Nas casas, ele controlava as mulheres e ela anotava num caderno o serviço realizado e o valor cobrado aos clientes.
Duas vítimas angariadas no Brasil receberam a proposta do casal para trabalharem numa empresa de salgados e organização de festas. Chegadas a Portugal, Cristiane disse que a firma ainda não estava em funcionamento.
Sem dinheiro para voltarem ao Brasil, a arguida disse-lhes que a única hipótese seria a prostituição e prometeu-lhes rendimentos mensais de 4 mil euros. As mulheres foram obrigadas a prostituir-se "todos os dias, independentemente da hora e do estado de saúde", indicava a acusação.
O casal foi apanhado em outubro de 2014, após uma investigação do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras por tráfico de pessoas, lenocínio e auxílio à imigração ilegal.
A recente decisão judicial é ainda passível de recurso.
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