Proteção Civil registou pelo menos 1.220 ocorrências na sexta-feira

Maioria das ocorrências estiveram relacionadas com queda de árvores e queda de estruturas, causadas pela ação do vento.

31 de janeiro de 2026 às 00:29
Queda de árvores devido ao mau tempo, na zona da Marinha Grande Foto: Miguel Baltazar
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Portugal continental registou entre as 00h00 e 23h00 de sexta-feira 1.220 ocorrências relacionadas com o mau tempo, sobretudo na região Centro e Lisboa e Vale do Tejo, adiantou à Lusa fonte da Proteção Civil.

Fonte da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANEPC) referiu que a maioria das ocorrências estiveram relacionadas com queda de árvores e queda de estruturas, causadas pela ação do vento.

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A maioria das restantes ocorrências esteve relacionada com inundações, limpeza de vias ou deslizamento de terras.

A ANEPC divulgou ao final da tarde de sexta-feira que foram registadas, entre as 16:00 de terça-feira e as 19:00 de sexta-feira, 9.994 ocorrências maioritariamente quedas de árvores e de estruturas, desabamentos de terras, telhados e infraestruturas arrastadas pelos ventos.

Segundo a ANEPC, as zonas mais afetadas são as regiões do Oeste (1.528 ocorrências), de Coimbra (1.365) e Grande Lisboa (1.138).

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Durante o mesmo espaço de tempo foram efetuados 32 salvamentos terrestres e 16 aquáticos, num conjunto de ações que já envolveram 34.192 operacionais, apoiados por 12.329 veículos.

O comandante nacional de emergência e proteção civil, Mário Silvestre, alertou na sexta-feira as populações para salvaguardarem bens e animais que estejam em zonas sujeitas a inundações, face à previsão de chuva constante na próxima semana.

Mário Silvestre salientou que estas recomendações se aplicam também às populações dos meios urbanos, tendo em conta que, com base nas previsões de chuva para a próxima semana, não está excluída a possibilidade de inundações rápidas em zonas urbanas.

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"Estamos preparados para a eventualidade de alguma situação que corra menos bem", assegurou Mário Silvestre, adiantando que está a ser aprontado um conjunto de meios, como embarcações e bombas de alta capacidade, para que possam ser movimentados em caso de necessidade.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê um período prolongado de chuva a partir de domingo em todo o território continental, mas sobretudo no norte e centro, regiões atingidas pelo mau tempo nos últimos dias e que têm atualmente os solos saturados.

Na conferência de imprensa de sexta-feira, o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) afirmou que tem os próximos dois dias para preparar as albufeiras para a próxima semana, que será "muito complicada" face à previsão de chuva em todo o território continental.

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"Vamos ter uma semana muito complicada e temos dois dias, que é a nossa janela de tempo, para nos prepararmos para esta semana muito difícil", referiu José Pimenta Machado.

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

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Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade entre as 00h00 de quarta-feira até às 23h59 de dia 1 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.

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