PSP da Madeira manda dispersar manifestantes contra aumento do preço dos combustíveis
Em causa está uma alegada falta de autorização para o protesto.
A PSP da Madeira ordenou esta quinta-feira a dispersão dos cerca de 20 manifestantes contra o aumento do preço dos combustíveis, que se encontravam em frente à Quinta Vigia, no Funchal, alegando que o protesto não estava autorizado.
A Comissão Regional Contra o Aumento dos Preços tinha marcado para as 18:00 - sobretudo através das redes sociais - um "buzinão" de protesto contra o aumento dos combustíveis na região, junto à residência oficial do presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque.
A PSP ordenou o fim da manifestação, argumentando que não estava autorizada pela Câmara do Funchal, tendo chegado a dizer ao organizador, Fernão Rodrigues, que estava detido, após alguma resistência.
Contudo, apesar de ter sido identificado pela polícia, Fernão Rodrigues não chegou a ser detido, embora se tenha gerado alguma confusão no local.
A polícia mandou também os manifestantes retirar os cartazes que tinham pendurado nas árvores da Avenida do Infante, o que foi recusado.
Em resposta à atitude da PSP, os manifestantes disseram frases como "na Madeira não há liberdade" e "tenho vergonha de ser madeirense".
Após o incidente com a polícia, Fernão Rodrigues disse aos jornalistas compreender que a PSP está a fazer o seu trabalho e a cumprir ordens superiores, mas salientou que "antes do 25 de Abril é que era preciso pedir licenças para se falar na via pública".
"Era o que faltava não me poder manifestar", reforçou, acrescentando que poderão ser organizadas outras iniciativas do género em breve.
Na Avenida do Infante, os automobilistas que iam passando juntavam-se às buzinadelas contra o aumento dos preços dos combustíveis.
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