PSP tem "tolerância zero" perante alegações como a de tortura na esquadra do Rato, reitera diretor nacional

Luís Carrilho assegurou ainda que os cidadãos "podem continuar a confiar na Polícia de Segurança Pública".

05 de maio de 2026 às 14:21
PSP tem "tolerância zero" perante alegações como a de tortura em esquadra de Lisboa Foto: Direitos Reservados
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O diretor nacional da PSP reiterou, esta terça-feira, que a instituição tem "tolerância zero" perante alegações como a de tortura de detidos na esquadra do Rato, em Lisboa, defendendo que os cidadãos "podem continuar a confiar" na força policial.

"A Polícia de Segurança Pública [PSP] é uma instituição com cerca de 20 mil homens e mulheres que todos os dias dão o seu melhor para que Portugal seja um dos países mais seguros do mundo. Iremos continuar a fazer isso. Alegações de má conduta, temos tolerância zero", afirmou Luís Carrilho, à margem das comemorações do 18.º aniversário da Unidade Especial de Polícia da PSP, em Belas, Sintra.

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Ladeado pelo ministro da Administração Interna, Luís Neves, o diretor nacional da PSP assegurou ainda que os cidadãos "podem continuar a confiar na Polícia de Segurança Pública".

"Gostaria que não tivesse acontecido. Aconteceu. [As alegações] têm de ser investigadas e isto faz parte da vida das instituições", acrescentou.

As autoridades têm esta terça-feira em curso novas diligências de investigação no caso de alegada tortura de detidos na esquadra do Rato, podendo vir a haver mais polícias detidos, anunciou esta terça-feira o ministro da Administração Interna, à margem da mesma cerimónia comemorativa.

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O governante precisou que os suspeitos visados são todos polícias que exercem atualmente funções e "que de alguma forma poderão ter interagido com o comportamento desviante" ocorrido em 2024 e 2025.

Esta é a terceira operação policial desde julho de 2025 relacionada com alegações de tortura e violação por polícias de pessoas detidas na esquadra do Rato, na maioria toxicodependentes, estrangeiros e sem-abrigo.

Na primeira, foram detidos dois agentes da PSP, de 22 e 26 anos, que vão ser julgados por crimes de tortura, violação e abuso de poder, entre outros, determinou em 27 de abril de 2026 o Tribunal Central de Instrução Criminal, em Lisboa.

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Outros sete polícias foram detidos em março de 2026 e estão aguardar em prisão preventiva o desfecho da investigação, que poderá ou não culminar numa acusação do Ministério Público pelos mesmos crimes.

O caso, denunciado pela própria PSP, deu origem a nove processos disciplinares e um processo de inquérito, este último sobre os polícias que assistiram aos vídeos das agressões partilhados num grupo de WhatsApp, adiantou, na altura, o inspetor-geral da Administração Interna, Pedro Figueiredo.

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