PSP arrependido teve “colapso emocional”
Bruno Alves espetou garfo na ex-namorada. Veja o vídeo.
Mostrou arrependimento e assumiu que teve um comportamento reprovável porque estava a passar pelo que classificou como "colapso emocional". O depoimento de Bruno Alves foi feito esta terça-feira no Tribunal de Portimão, onde o agente da PSP está a ser julgado por agredir e esfaquear a ex-namorada.
O polícia, de 36 anos, que é considerado pelos colegas um profissional exemplar, assumiu que vivia uma "relação sinistra" com a brasileira Flávia Maciel, de 27. "Tive um comportamento reprovável, de que me arrependo todos os dias, mas nunca foi minha intenção retirar a vida a ninguém", garantiu o agente, que aceitou esclarecer tudo o que aconteceu no dia 23 de agosto do ano passado.
Bruno Alves confessou que fez "dois disparos" contra a porta da casa onde vivia a ex-companheira e depois "a arma encravou". Entrou na habitação e encontrou Flávia pendurada na parte de fora da varanda. "Tentei puxá-la para cima e entrámos em confronto", contou o polícia, que nega ter tido intenção de disparar a arma contra a mulher. Assumiu que pegou "numa faca" e que lhe provocou ferimentos num "reflexo infeliz". Admitiu ainda agressões, porque "estava emocionalmente instável". Sobre o alegado empurrão a um idoso que estava na casa, diz que já o viu caído no chão. "Eu nunca iria empurrar um senhor de 80 anos. Não são esses os meus valores", garantiu, emocionado.
Flávia também prestou depoimento mas pediu para que o PSP saísse da sala. "Pensei que ia morrer quando ele deu dois disparos na porta e me apontou a arma", referiu ao CM a vítima, que recordou que no final das agressões o agente "pediu água". Foi ouvido o idoso, que garantiu ter sido empurrado ao tentar parar Bruno, e uma amiga de Flávia, que estava na casa mas que se mostrou confusa sobre o momento em que a mulher foi retirada da varanda.
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