“Quando o vi no chão sabia que era coisa séria”: Vaná Alves lembra enfarte de Iker Casillas em tribunal
Prosseguiu esta terça-feira, no Tribunal do Trabalho do Porto, o julgamento da ação em que Iker Casillas pede uma indemnização de 3,7 milhões de euros à seguradora Fidelidade e ao FC Porto.
Prosseguiu esta terça-feira, no Tribunal do Trabalho do Porto, o julgamento da ação em que Iker Casillas pede uma indemnização de 3,7 milhões de euros à seguradora Fidelidade e ao FC Porto, na sequência do enfarte do miocárdio sofrido em maio de 2019. Na sessão foram ouvidas duas testemunhas e um médico cardiologista.
O antigo guarda-redes do FC Porto, Vaná Alves, recordou o dia em que Casillas sofreu o enfarte durante um treino no Olival.
“Quando o vi no chão sabia que era coisa séria”, afirmou, acrescentando que o espanhol levou as mãos ao peito e repetia: “O meu peito, o meu peito.”
Vaná garantiu ainda que Casillas não se tinha queixado de qualquer problema no dia anterior e descreveu a intensidade dos treinos na altura, numa fase em que os dragões lutavam pelo campeonato. “Quando se joga no FC Porto não se aceita o segundo lugar”, disse.
Também ouvido como testemunha, Luís Alberto Martinez, amigo de Casillas desde 2010, explicou que os jogos de padel disputados pelo antigo internacional espanhol são, na maioria das vezes, entre amigos e de baixa intensidade. Segundo a testemunha, Casillas utiliza um relógio para monitorizar o ritmo cardíaco durante a prática desportiva.
Já o cardiologista Luís Filipe Seca explicou que a probabilidade de um atleta como Casillas sofrer um enfarte era reduzida, embora esse risco exista. O médico afirmou que um episódio deste tipo poderia ter ocorrido no treino anterior, naquele treino ou até no treino seguinte, sublinhando que não está necessariamente associado ao esforço físico e que pode acontecer mesmo em repouso. Acrescentou ainda que os enfartes são mais frequentes em determinadas horas do dia e durante o inverno.
O julgamento prossegue no regresso das férias judiciais, em setembro, com a continuação da produção de prova.
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