Queda fatal de avioneta sem causa conhecida
Aluno e instrutor morrem após queda em quintal de casa, em Cascais.
"Perda de potência por razões indeterminadas durante a subida, desconhecendo-se o que levou à alteração de funcionamento do motor." Esta foi a conclusão do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves (GPIAA) na investigação à queda de uma avioneta junto ao aeródromo de Tires, Cascais, em 2012, que levou à morte de instrutor e aluno.
No relatório de 89 páginas, não se chega a uma conclusão sobre o que levou à queda a pique do Cessna num quintal de uma vivenda no enfiamento do aeródromo. João Leal, 23 anos, e o instrutor, Rogério Teles, 39 anos, tiveram morte imediata.
O voo de instrução noturna registou a última comunicação entre a tripulação e a torre um minuto antes da queda. O Cessna fez um toque controlado na pista, tendo o controlador informado para prosseguirem para a pista 35. No relatório, lê-se que a seguir seria feita uma "volta de inversão", dando-se a tragédia. A aeronave entrou "em perda" e houve uma "diminuição do controlo de voo".
João Leal, o aluno, era filho do proprietário da Leávia, a academia de voo onde o jovem terminava a formação como piloto.
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