‘Quintas a fundo’ levam Câmara de Santo Tirso a atacar a PSP
Critica dispositivo “desproporcionado e injustificado” para convívio motard semanal.
A Câmara de Santo Tirso é a legítima representante da população e não entende que essa competência e responsabilidade sejam assumidas por outras entidades." É desta forma que a autarquia liderada por Joaquim Couto critica a presença "desproporcionada e injustificada" da PSP nos convívios que juntam, todas as semanas, às quintas-feiras à noite, largas dezenas de motards no largo coronel Baptista Coelho. Questionada pelo CM, a PSP indica que atua face à "grave perturbação" da ordem pública.
O evento, promovido por um bar tirsense, tem sido amplamente criticado nas redes sociais, com referências ao "ambiente infernal" para os moradores. A PSP justifica o reforço policial com "a verificação recorrente de situações de alteração da ordem pública, ruído excessivo, veículos em situação irregular, condução perigosa e sob a influência de álcool, estacionamento desregulado e incivilidades diversas".
"Estacionam em cima dos passeios e nas passadeiras, circulam junto a esplanadas, geram excesso de ruído e de poluição, colocando em perigo os transeuntes e incomodando moradores", refere uma das denúncias. "A PSP assegura que irá continuar a desempenhar a sua missão de garantir a ordem, segurança e tranquilidade públicas", frisa aquela força de segurança.
Por seu lado, o município fala na "criação de um ambiente intimidatório, com consequentes efeitos negativos para as atividades económicas", contribuindo "para uma divulgação negativa do município".
Desde o final de agosto, a ação da PSP no evento levou à detenção de sete cidadãos - por conduzirem sem carta ou alcoolizados -, à apreensão de 37 motas, à fiscalização de 533 viaturas e à deteção de 80 infrações ao Código da Estrada.
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