Ramalho Eanes diz que poder político "não soube ou não quis" fazer reforma estrutural das Forças Armadas

Ramalho Eanes falava numa sessão de homenagem ao general Loureiro dos Santos, que morreu em 2018.

07 de outubro de 2021 às 14:20
Ramalho Eanes Foto: Direitos Reservados
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O general e ex-Presidente da República, Ramalho Eanes, considerou esta quinta-feira que a "indispensável e inadiável reforma das Forças Armadas não teve lugar", apontando que o poder político ao longo do tempo "não soube, ou não quis" fazê-la.

Ramalho Eanes falava numa sessão de homenagem ao general Loureiro dos Santos - antigo ministro da Defesa e ex-Chefe do Estado-Maior do Exército (CEME), que morreu em 2018 -- no Instituto Universitário Militar (IUM), em Lisboa.

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Num longo discurso, de cerca de meia hora, o general, que ocupou também o cargo de Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (CEMGFA) entre 1976 e 1981, apontou que "tal como aconteceu antes de Loureiro dos Santos, aconteceu com ele, e aconteceria, depois, com todos os Chefes de Estado-Maior do Exército: a reforma das Forças Armadas, a verdadeira e necessária reforma, não aconteceu".

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