Reactor não é desejado em Sacavém
O presidente da Câmara de Loures, Carlos Teixeira, defendeu a mudança de sítio do reactor nuclear de investigação de Sacavém, argumentando que a zona de exclusão à volta do equipamento prejudica a qualidade de vida dos habitantes.
O autarca afirmou que o reactor do Instituto Tecnológico e Nuclear (ITN) deve ser “deslocalizado para uma área em que não dê origem a preocupações”. A zona de protecção, com um raio de 400 metros em volta do reactor, “inviabiliza o crescimento normal da freguesia e, consequentemente, a qualidade de vida das populações”. Carlos Teixeira explicou que o perímetro de segurança já dificultou a legalização de bairros de génese ilegal e inviabilizou a instalação de uma unidade comercial. “Se há algum risco de acidente tem de se mudar já e temos pessoas qualificadas para avaliar isso. Se não há perigo, não há razão para manter a zona como um gueto”, defendeu.
Conforme noticiou o CM, o reactor nuclear funciona desde 1961, mas apenas foi licenciado este ano. De acordo com o director, José Marques, o equipamento produz “pouquíssimos resíduos” e o urânio utilizado como combustível é periodicamente devolvido ao país de origem (Estados Unidos). Medicina, controlo ambiental e arqueologia são algumas das aplicações do reactor.
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