Rede de 16 burlões lesou dezenas com empresas falsas
No total, o Ministério Público acusa 16 arguidos e quatro sociedades dos crimes de associação criminosa e burla qualificada.
Depois do caso ‘Tancos’, o Tribunal de Santarém prepara-se para se mudar de novo para o Centro Nacional de Exposições (Cnema) no início de março, para julgar um megaprocesso de burlas cometidas por uma rede criminosa que lesou dezenas de empresas em vários milhares de euros.
No total, o Ministério Público acusa 16 arguidos e quatro sociedades dos crimes de associação criminosa e burla qualificada, nas formas consumada e tentada.
Com a ajuda de um advogado, entre 2015 e 2018, os cabecilhas da rede constituíram empresas, com espaços arrendados em vários pontos do País, viaturas, funcionários e contactos de telefone e email. Os arguidos contactaram então outras sociedades a quem tentavam comprar produtos, solicitando que o pagamento fosse feito por cheque pré-datado a 30 dias. Assim que recebiam o material, vendiam-no o mais depressa possível a terceiros e desapareciam antes do vendedor perceber que o cheque não tinha cobertura.
Dos 16 acusados, seis ficaram em prisão preventiva aquando do desmantelamento da rede, e um em prisão domiciliária. Onze dos arguidos têm cadastro.
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