'Rei das Farmácias' fica sem herdade
Terreno na margem do Alqueva com preço-base de 2,8 milhões de euros. Alienação após processo de insolvência dolosa no valor de 63 milhões.
Nuno Alcântara Guerreiro ficou conhecido como o ‘Rei das Farmácias’ - chegou a ter 30 que geraram cerca de 63 milhões de euros em poucos anos -, mas acabou falido e condenado. Perdeu tudo para o Estado e agora vai perder também a Herdade do Canhão, um terreno com 430 hectares nas margens do Alqueva, em Mourão, com vinha, olival, cereais, azinhal e duas albufeiras. A herdade vai ser leiloada. O preço-base é de 2,8 milhões de euros.
De acordo com a Leilosoc, a “a alienação, por Leilão Eletrónico, da Herdade do Canhão decorre no âmbito do Processo Especial de Revitalização (PER) da Farmácia Alcântara Guerreiro SA”.
Em causa, segundo o ‘Jornal de Negócios’, um processo judicial que levou o ‘Rei das Farmácias’ a ser julgado por crimes de abuso de confiança, insolvência dolosa, branqueamento de capitais e fraude fiscal.
Acabou condenado em outubro de 2022 a sete anos de prisão. Na origem do processo esteve a aquisição pelo farmacêutico, de 60 anos, de 30 farmácias através de testas de ferro, entre 2000 e 2010.
O esquema gerou cerca de 63 milhões de euros, que, segundo o tribunal, foram usados em proveito próprio, na aquisição de imóveis, obras de arte, iates ou carros de luxo.
As sociedades acabaram por falir e Nuno Alcântara Guerreiro detido.
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