Rixa entre 30 reclusos na cadeia de Lisboa
Recusaram depois serem fechados nas celas na Ala E. Situação já está estabilizada.
Um grupo de cerca de 30 reclusos da Ala E do Estabelecimento Prisional de Lisboa envolveu-se em confrontos entre si, na manhã desta terça-feira, recusando depois serem fechados nas suas celas, adiantaram ao CM fontes da Guarda Prisional e confirmou a direção-geral.
A situação estará já estabilizada, com o Grupo de Intervenção e Segurança Prisional (GISP) no local, embora não tenha entrado em ação. Os guardas deverão agora realizar uma busca geral nas celas daquela Ala.
O sindicato nacional da Guarda Prisional e a associação sindical de chefias confirmaram ao CM a desordem.
"É uma vergonha a direção da cadeia ter cedido à manipulação dos reclusos", criticou Frederico Morais, do sindicato nacional dos guardas prisionais, referindo-se a um outro conflito no dia 4 deste mês, em que reclusos da Ala B se recusaram fechar e fizeram-no após negociação com o diretor da prisão.
Ao CM, a Direção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) confirmou que na manhã desta terça-feira, na abertura das celas, "se verificou uma altercação entre reclusos da Ala E do Estabelecimento Prisional de Lisboa". "Esta situação de alteração à ordem, da qual não resultaram ferimentos nem em reclusos nem em elementos do corpo da guarda prisional, foi rapidamente resolvida pelos elementos da vigilância do estabelecimento", assinalou.
"Na decorrência desta alteração à ordem houve cerca de três dezenas de reclusos que verbalizaram a intensão de não retornarem às celas, situação que se não veio a concretizar e que foi resolvida, exclusivamente e sem necessidade de recurso à utilização de meios coercivos, pelos elementos da vigilância do Estabelecimento Prisional de Lisboa", descreveu a DGRSP.
Os reclusos identificados como autores desta alteração à ordem "serão objeto dos competentes procedimentos disciplinares, sendo que a situação em todas as Alas do Estabelecimento Prisional de Lisboa está normalizada e com as atividades quotidianas a decorrerem normalmente", concluiu a fonte oficial.
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