Salários estão em risco na câmara de Portimão
Autarquia precisa de 150 milhões de euros para resolver problemas.
O pagamento de salários na Câmara de Portimão poderá ficar em risco. Depois do chumbo ao Programa de Apoio à Economia Local (PAEL) pelo Tribunal de Contas, a boia de salvação da autarquia é agora o Fundo de Apoio Municipal (FAM), que o Governo vai criar para ajudar as câmaras em maior dificuldade.
"Se o Governo não nos apoiar, os salários poderão eventualmente estar em causa", admitiu ao CM Isilda Gomes (PS), presidente da câmara de Portimão, que herdou uma dívida asfixiante. A autarca diz, no entanto, "estar confiante" porque o Governo tem "mostrado abertura" para "ajudar a evitar que isso aconteça".
O CM sabe que a autarquia tem, para já, garantido o dinheiro necessário para o pagamento de ordenados durante os próximos dois meses e dos subsídios de férias. A câmara, que tem um orçamento disponível que ronda os 38 milhões de euros, gasta mais de 15 milhões por ano com o pessoal.
A autarquia precisa de cerca de "150 milhões de euros" para fazer face às graves dificuldades financeiras que atravessa, tinha Isilda Gomes já revelado ao CM. O PAEL, chumbado pelo Tribunal de Contas, previa um empréstimo do Governo de 94 milhões de euros e empréstimos da Banca no valor de 39 milhões, no âmbito do Plano de Reequilíbrio Financeiro.
Segundo o último Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses, a dívida desta autarquia algarvia disparou para 136 milhões de euros no espaço de apenas cinco anos – passou de 30,5 milhões no final de 2007 para 166,5 milhões em 2012. Nesse período, a câmara era presidida pelo socialista Manuel da Luz.
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