Sargento apanha cinco anos por tráfico de armas
Arguido recorreu mas tribunal voltou a aplicar a mesma pena.
Alcino Costa, de 54 anos, que cumpre serviço no Regimento de Paraquedistas de Tancos, voltou a ser condenado pelo tribunal de Guimarães a cinco anos de prisão, com pena suspensa pelo mesmo período de tempo, pela prática do crime de tráfico de armas agravado.
O sargento-chefe do Exército já tinha sido condenado em dezembro de 2017. Recorreu da decisão e a Relação de Guimarães mandou repetir o julgamento, mas o coletivo de juízes manteve a mesma pena considerando que desviava armas de quartéis e comercializava-as no mercado negro.
Os juízes consideram que "adquiriu fora das condições legais três armas de fogo, uma das quais veio a ser utilizada por outra pessoa num assalto a uma carrinha de valores", afirma o coletivo de juízes. "Em duas outras ocasiões distintas e com vista à ulterior revenda, o arguido adquiriu um total de 5000 munições sem que fossem efetuados os registos dessas aquisições. Em duas habitações do arguido foram apreendidas armas registadas a favor de terceiros, bem como diversas peças de armas de fogo", lê-se na decisão.
No julgamento, o sargento-chefe do Exército negou que as funções que desempenha no Exército lhe tenham dado acesso privilegiado a armas. Em 2016, foi apanhado nas buscas da PJ de Vila Real, numa megaoperação com mais 12 arguidos em que foram investigados crimes, entre os quais a morte de um inspetor da PJ. Ao militar apreenderam mais de mil artefactos militares.
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