"Se estivesse vivo já tinha falado comigo": mãe do empresário desaparecido no Algarve teme o pior
Mãe de Ricardo Claro emociona-se ao relatar como tem vivido o desaparecimento do filho em exclusivo à CMTV.
A mãe de Ricardo Claro, empresário de 50 anos desaparecido no Algarve, afirmou em entrevista exclusiva à CMTV que teme que o filho possa já não estar vivo. Segundo relatou, a ausência de contacto levou-a a suspeitar rapidamente de que algo estaria errado.
"Liguei várias vezes e ele não atendeu; no domingo a mesma coisa e eu achei muito estranho", contou. Perante o silêncio prolongado, a mãe de Ricardo deslocou-se à PSP na segunda-feira para comunicar o desaparecimento. "Foi lá que me encontrei com o sócio que foi lá pela mesma razão", recordou, sublinhando o estado de choque em que se encontrava.
A mulher descreve o filho como uma pessoa dedicada ao trabalho: "Todos os sócios tinham confiança nele em termos de dinheiro, de trabalho, de dedicação… Ele só não fazia o que não podia".
A mãe admitiu que a possibilidade de o filho já não estar vivo lhe ocorre repetidamente. "Só quem realmente é mãe consegue avaliar esta situação de um desaparecimento de um filho e pensar que possivelmente já não esteja vivo", disse. "Passa-me muitas vezes pela cabeça. Se ele estivesse vivo já teria comunicado comigo. O meu coração está apertado. O meu filho desapareceu, não há notícias."
O caso está a ser investigado pela Polícia Judiciária, que suspeita que Ricardo Claro possa ter sido vítima de rapto e roubo. O empresário é gestor de um restaurante de luxo em Vale do Lobo e diretor administrativo e de Recursos Humanos da empresa Well.
Os investigadores da PJ tentam reconstruir os últimos passos do empresário. Uma das pistas em análise aponta para um conflito laboral com um antigo funcionário da empresa Well, com quem Ricardo terá discutido no próprio dia em que desapareceu.
Nas horas seguintes ao desaparecimento, foram registados levantamentos de dinheiro das contas bancárias de Ricardo Claro. A PJ investiga agora se o automóvel da vítima foi utilizado pelos suspeitos para se deslocarem até várias caixas multibanco, algumas em Espanha. O carro acabou por ser abandonado em Olhão, na madrugada de sábado. "Vimos o carro e quando percebemos que era da pessoa desaparecida avisámos a polícia", relatou ao Correio da Manhã Tatiana Gomes, proprietária de um restaurante na zona.
"Uma mãe que lida com um filho como eu lidava não fica capaz de nada quando isto acontece. Não podemos fazer nada", desabafou a mãe de Ricardo.
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