Seguranças privados anunciam greve e concentrações para exigir aumentos salariais

Trabalhadores exigem um aumento salarial de 9,5% para os profissionais.

16 de janeiro de 2024 às 18:33
Segurança Privada (Foto genérica) Foto: Escola de Segurança Privada
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A Associação Sindical da Segurança Privada (ASSP) anunciou, esta terça-feira, uma greve e a realização de concentrações em 19 de janeiro para exigir aumentos salariais de 9,5% para estes profissionais, informou a direção da ASSP.

No pré-aviso de greve dirigido à Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT), à Associação de Empresas de Segurança Privada (AESIRF) e à Associação Empresarial de Segurança (AES), estes trabalhadores exigem "um aumento salarial de 9,5% para os profissionais da segurança privada, visando a valorização do trabalho destes colaboradores e a adequação dos salários à realidade económica atual".

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Salientando que a greve e as concentrações marcadas para Lisboa, Porto e Portimão visam "uma melhoria significativa nas condições laborais e salariais dos trabalhadores do setor", a ASSP, além do aumento salarial, diz pretender "melhorar as condições de trabalho, garantindo um ambiente laboral seguro e adequado para estes profissionais.

Outra das reivindicações prende-se com o fim do "regime de adaptabilidade de seis dias", com a ASSP a "rejeitar veementemente" este regime, considerando-o "uma prática que compromete a saúde física e mental dos trabalhadores, bem como a conciliação entre vida profissional e pessoal".

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A majoração do trabalho efetuado aos domingos em 50%, e a igualdade no subsídio noturno para todos os trabalhares para contratos anteriores a 2004 são outras das exigências ligadas ao protesto.

"O trabalho noturno tem um enorme peso físico e psicológico nos trabalhadores. A compensação que é dada não tem a força económica merecida. E como tal, deve ser igualada aos trabalhadores com contratos anteriores a 2004, ou seja, a iniciar às 20h00 e terminar às 7h00", defende a ASSP, presidida por Rui Brito da Silva.

Para reforçar a sua posição e mobilizar os trabalhadores, a ASSP agendou concentrações em 19 de janeiro no Porto, Lisboa e Portimão, justificando que estas concentrações representam "um momento de união e solidariedade entre os profissionais da segurança privada, reafirmando a determinação em alcançar as melhorias necessárias".

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A ASSP é uma entidade sindical com seis anos de existência que diz estar "comprometida com a defesa dos direitos e interesses dos trabalhadores da segurança privada em Portugal, procurando promover condições laborais justas e dignas".

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