Seis homens condenados no Algarve a penas entre nove e 16 anos por tráfico

Condenados estavam acusados da "introduzirem grandes quantidades de cocaína no mercado europeu".

13 de fevereiro de 2026 às 17:41
Tribunal de Portimão Foto: Pedro Noel da Luz
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O Tribunal de Portimão condenou esta sexta-feira seis homens detidos em 2023 no concelho de Albufeira na posse de mais de uma tonelada de cocaína, a penas entre nove e 16 anos de prisão por tráfico de droga agravado.

À leitura do acórdão que decorreu no Tribunal de Portimão, apenas compareceu o arguido Ayari Chokri, tunisino, de 65 anos, condenado a 16 anos pelos crimes de tráfico de droga, falsificação de documentos e falsidade de declarações.

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Ausentes estiveram os brasileiros Sérgio Júnior, de 26 anos, Gabriel Carvalho, de 39, e Fabrício Bahia, de 29, o português Edgar Teixeira, de 48 e o esloveno Igor Jakovina.

O tribunal condenou Edgar Teixeira e Gabriel Carvalho a 12 anos de prisão, Fabrício Bahia e Sérgio Júnior a nove anos e Igor Jakovina a uma pena de nove anos e quatro meses de prisão.

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Os arguidos, acusados de tráfico agravado de estupefacientes e associação criminosa, foram libertados em 15 de setembro do ano passado por excesso de prazo de prisão preventiva.

Os homens foram detidos em março de 2023, em Vale Paraíso, em Albufeira, durante uma operação policial em que foram apreendidos 1.200 quilogramas de cocaína no interior de um camião.

Os seis homens estavam acusados da "introduzirem grandes quantidades de cocaína no mercado europeu" e de pertencerem a "uma rede bastante poderosa" que teria uma base logística no Algarve e Portugal como "porta de entrada" para a posterior distribuição na Europa.

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O tribunal não deu provado que os arguidos tivessem ligações a cartéis de droga, nem que integrassem uma rede internacional, absolvendo-os desse crime.

Contudo, considerou que três dos homens, Gabriel Carvalho, Edgar Teixeira e Ayari Chohri, "atuaram em bando".

O tribunal entendeu que se justifica a aplicação de penas "bastante pesadas", face aos crimes praticados e à "quantidade enorme" de estupefaciente apreendido.

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O tribunal decidiu também que os bens apreendidos aos arguidos, entre os quais um camião e cerca de 1,3 milhões de euros, revertam a favor do Estado.

Os advogados dos arguidos escusaram-se a prestar declarações aos jornalistas e apenas a defensora de Ayari Chokri disse que iria recorrer da decisão judicial.

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