Mais de 420 operacionais combatem as chamas em Torre de Moncorvo. Fogo ameaça habitações na freguesia de Lousa
Incêndio já tinha entrado em resolução mas voltou, entretanto, a reacender.
As chamas continuam a lavrar com intensidade em Torre de Moncorvo, desde sábado. O vento está a dificultar os trabalhos e as chamas já estão a ameaçar habitações na freguesia de Lousa. Ao que o Correio da Manhã apurou, a GNR prepara-se, em caso de necessidade, para confinar a população no largo da aldeia.
O incêndio que deflagrou na freguesia de Cabeça Boa, concelho de Torre de Moncorvo, distrito de Bragança, tinha alastrado este domingo para o município vizinho de Carrazeda de Ansiães.
No local estão 436 operacionais, apoiados por 153 veículos. Chegaram a estar seis meios aéreos a combater as chamas, mas desmobilizaram ao anoitecer devido às poucas condições de visibilidade.
O incêndio já tinha entrado em resolução mas voltou, entretanto, a reacender.
O presidente da Câmara de Torre de Moncorvo mostrou-se esperançoso que o incêndio seja dominado durante o período da noite.
Em declarações à agência Lusa, José Meneses disse que o teatro de operações tem mais de 300 operacionais, aos quais se juntaram várias máquinas de rasto, sendo uma do Exército português.
"Todo o cuidado é pouco e há sempre alguma preocupação, porque há uma frente ativa em direção à localidade da Lousa, mas neste momento temos meios aéreos e máquina de rastos no terreno e outros veículos, e mais de 300 operacionais a combater as chamas. Esperemos que com o cair da noite o combate ao fogo evolua favoravelmente", explicou o autarca.
De acordo com José Meneses, os operacionais e meios de apoio no combate ao fogo estão espalhados pelos concelhos de Torre de Moncorvo e Carrazeda de Ansiães.
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