Sexóloga que valoriza potencial erótico une-se a ex-polícia depressivo com cadastro

Marc tentou rapto da filha. Marine dava consultas de como anular os traumas na sexualidade.

23 de maio de 2026 às 01:30
Marine, mãe dos dois meninos franceses abandonados em Alcácer do Sal Foto: Pedro Brutt Pacheco
Marc, companheiro da mãe das duas crianças francesas abandonadas em Portugal Foto: Pedro Brutt Pacheco

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Marine (41 anos), mãe das duas crianças que abandonou em Alcácer do Sal, e o companheiro, Marc (55 anos), têm um perfil marcado pelo uso permanente das redes sociais. Marine é sexóloga. Promete devolver o potencial erótico a pessoas traumatizadas. A seu lado tem um ex-polícia depressivo condenado por violência doméstica e autor de comentários sobre teorias da conspiração.

O futuro de ambos está agora nas mãos da justiça portuguesa num processo que começou no dia 11, em Colmar (França), quando o filho mais velho faltou à escola. A ausência levou à emissão de um boletim de ocorrência. “As autoridades iniciaram, então, as buscas”, explicou o presidente da câmara local, Éric Straumann.

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Nascida em 1984, Marine trabalhava no Hospital da Alsácia, em Psicomotricidade, curso que tirou em 2008, na Universidade Pierre e Marie Curie, em Paris. Antes de se mudar para Colmar, viveu dez anos em Troyes. É neste período que nasce o filho mais velho, que tem 16 anos e não vive com a mãe, que já o teria abandonado. Só em 2022 Marine se forma em Sexologia, na Universidade Paris Diderot, entre 2019 e 2022, segundo o seu perfil no LinkedIn, avançou o jornal ‘Le Parisien’.

O relacionamento com Marc é recente. Em 2024 Marine ainda assina com o apelido do ex-marido (pai de Barthelemy e Zacharie): Delion.

Em Colmar, onde se instalou em agosto do ano passado, Marine desenvolve então a atividade de sexóloga clínica, propondo consultas em França, Alemanha, Bélgica e Suíça. Exerce também com recurso a videoconferência e apresenta-se como especialista que ajuda “no despertar sexual, ao ritmo de cada paciente”. Foca-se sobretudo em apoiar mulheres com traumas. Destina também o seu trabalho “aos pais, avós, tios e tias, a cada membro das famílias e a todas as pessoas que queiram explicar a sexualidade, quer seja às crianças, aos adolescentes ou aos jovens, respeitando sempre a sua sensibilidade e o seu nível de desenvolvimento”.

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Marine estabelece então ligação com Marc. Antigo sargento da polícia, nasceu em 1970, em Perpignan. Em 2010 demite-se, ao fim de 15 anos de trabalho nos Pirenéus Orientais. É condenado, nesse ano, a nove meses de prisão com pena suspensa, por violência doméstica após queixa da ex-companheira de quem teve uma filha em 2008. Marc sofre uma depressão profunda. Em março de 2012 avança com uma queixa contra o companheiro da ex-mulher, que acusa de abuso sexual da sua filha. O processo é arquivado. Numa visita periódica, Marc, para ver a filha, recusa entregar a menor à mãe. Teve de ser chamada a polícia. Nas redes sociais comenta diferentes temas, como a Covid-19. Acusa várias personalidades da polícia de práticas de incesto, violação, atos de tortura e de barbaridades sobre as crianças.

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