Sexóloga que valoriza potencial erótico une-se a ex-polícia depressivo com cadastro
Marc tentou rapto da filha. Marine dava consultas de como anular os traumas na sexualidade.
Marine (41 anos), mãe das duas crianças que abandonou em Alcácer do Sal, e o companheiro, Marc (55 anos), têm um perfil marcado pelo uso permanente das redes sociais. Marine é sexóloga. Promete devolver o potencial erótico a pessoas traumatizadas. A seu lado tem um ex-polícia depressivo condenado por violência doméstica e autor de comentários sobre teorias da conspiração.
O futuro de ambos está agora nas mãos da justiça portuguesa num processo que começou no dia 11, em Colmar (França), quando o filho mais velho faltou à escola. A ausência levou à emissão de um boletim de ocorrência. “As autoridades iniciaram, então, as buscas”, explicou o presidente da câmara local, Éric Straumann.
Nascida em 1984, Marine trabalhava no Hospital da Alsácia, em Psicomotricidade, curso que tirou em 2008, na Universidade Pierre e Marie Curie, em Paris. Antes de se mudar para Colmar, viveu dez anos em Troyes. É neste período que nasce o filho mais velho, que tem 16 anos e não vive com a mãe, que já o teria abandonado. Só em 2022 Marine se forma em Sexologia, na Universidade Paris Diderot, entre 2019 e 2022, segundo o seu perfil no LinkedIn, avançou o jornal ‘Le Parisien’.
O relacionamento com Marc é recente. Em 2024 Marine ainda assina com o apelido do ex-marido (pai de Barthelemy e Zacharie): Delion.
Em Colmar, onde se instalou em agosto do ano passado, Marine desenvolve então a atividade de sexóloga clínica, propondo consultas em França, Alemanha, Bélgica e Suíça. Exerce também com recurso a videoconferência e apresenta-se como especialista que ajuda “no despertar sexual, ao ritmo de cada paciente”. Foca-se sobretudo em apoiar mulheres com traumas. Destina também o seu trabalho “aos pais, avós, tios e tias, a cada membro das famílias e a todas as pessoas que queiram explicar a sexualidade, quer seja às crianças, aos adolescentes ou aos jovens, respeitando sempre a sua sensibilidade e o seu nível de desenvolvimento”.
Marine estabelece então ligação com Marc. Antigo sargento da polícia, nasceu em 1970, em Perpignan. Em 2010 demite-se, ao fim de 15 anos de trabalho nos Pirenéus Orientais. É condenado, nesse ano, a nove meses de prisão com pena suspensa, por violência doméstica após queixa da ex-companheira de quem teve uma filha em 2008. Marc sofre uma depressão profunda. Em março de 2012 avança com uma queixa contra o companheiro da ex-mulher, que acusa de abuso sexual da sua filha. O processo é arquivado. Numa visita periódica, Marc, para ver a filha, recusa entregar a menor à mãe. Teve de ser chamada a polícia. Nas redes sociais comenta diferentes temas, como a Covid-19. Acusa várias personalidades da polícia de práticas de incesto, violação, atos de tortura e de barbaridades sobre as crianças.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt