SINTO-ME ALIVIADA

A hospedeira da Air Luxor, que esteve detida na Venezuela, confessou ontem sentir-se “aliviada e mais descansada” por já estar em Portugal junto da família. Raquel Neves chegou anteontem de Caracas, onde esteve detida 12 dias por alegado envolvimento, conjuntamente com o comandante e o co-piloto do avião, numa rede de tráfico de droga.

26 de novembro de 2004 às 00:00
SINTO-ME ALIVIADA Foto: Carlos Jorge Monteiro
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Raquel Neves está a passar alguns dias em casa dos pais, em Coimbra, para “recuperar forças” junto dos familiares, que lhe deram “força para lutar”. O apoio da família foi “muito importante” para a hospedeira de 33 anos, porque a ajudou a manter “a sanidade mental que, de outra maneira, não teria conseguido”. No tempo que esteve em Caracas temeu que algo pudesse acontecer aos pais, motivo pelo qual não se sentia “segura”.

A presença da irmã e de um advogado da empresa constituíram dois apoios fundamentais para superar os “dias terríveis”, em condições tão “miseráveis e desumanas” que “não têm explicação”.

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No entanto, Raquel Neves remete para uma conferência de Imprensa, a marcar, a revelação dos pormenores sobre o que se passou.

Os traumas que poderão ter ficado da “má experiência” vivida na América do Sul ainda não estão contabilizados: “Ainda não tenho consciência, mas acho que isso vai acontecer naturalmente com o passar do tempo.”

Hospedeira há dois anos, Raquel Neves quer fazer dentro de pouco tempo o que mais gosta: “voltar a trabalhar o mais breve possível para poder voar de novo.”

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"DEIXEI O CORAÇÃO COM O LUÍS"

O regresso a Portugal da hospedeira e do comandante do avião da Air Luxor não significa que o co-piloto, que continua detido na Venezuela, seja esquecido. “Deixei o coração com o Luís”, garantiu, ontem, Raquel Neves, que pretende manter o “contacto diário” com a esposa de Luís Santos para se inteirar do que se passa.

A preocupação da hospedeira em relação ao único membro da tripulação preso “é grande”, mostrando-se “triste por ele não ter saído”. A vontade de voltar a abraçar Luís Santos é enorme: “Vou ficar à espera que ele saia e tenha a alegria que eu tive de chegar a Portugal e ter os meus amigos, a minha família e a minha empresa à espera.” A inocência do co-piloto da Air Luxor não pode “ser posta em causa”, razão pela qual Raquel Neves tem a certeza que Luís Santos vai ser libertado.

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