Sistema híbrido acelerou tragédia em Porsche na ponte de Leça
Advogado considera que o facto de o carro ser híbrido terá complicado o trabalho de combate às chamas.
As causas do acidente que matou três pessoas e feriu outras quatro, no dia 1 de maio, junto à ponte móvel de Leça da Palmeira, Matosinhos, estão ainda por esclarecer, mas o facto de o Porsche Cayenne ser híbrido pode justificar a brutalidade do sinistro. O carro despistou-se, derrubou um poste e embateu no pilar da ponte, tendo-se incendiado.
"O acidente aconteceu a poucos metros do quartel dos bombeiros. A questão que se coloca é sabermos se as corporações estão preparadas para extinguir fogos em carros com sistemas que comportam ácidos de difícil combate", explicou, ao CM, João Magalhães, advogado da família de Pedro Catão, o condutor que faleceu na segunda-feira.
O causídico lembrou que muito se tem debatido sobre esta questão. "Somos forçados a concluir que os sistemas híbridos, sejam de que marca forem, são um perigo acrescido em caso de incêndio", disse, advertindo que, em Portugal, essas viaturas não têm uma identificação, dificultando o trabalho em caso de fogo.
Os bombeiros descartam essa possibilidade. "O carro ardeu em três ou quatro minutos. Extinguimos a chamas rapidamente. Nada havia a fazer", disse António Amaral, comandante dos Bombeiros de Matosinhos-Leça. A família de Pedro Catão vai homenagear o PSP que ficou ferido ao ajudar o condutor a sair do carro "pelo brio e coragem". No acidente morreram Sofia Pereira e Ricardo Landolt, no local, e Pedro Catão, no hospital.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt