Solto segundo suspeito de agressões a vigilantes no Barreiro. Advogado admite ação contra o Estado
Um mês depois da Relação de Lisboa ter libertado um arguido, tribunal invoca dúvidas para soltar um segundo.
Depois de, há exatamente um mês, o Tribunal da Relação de Lisboa ter ordenado a libertação de um dos cinco suspeitos do brutal espancamento, à pedrada, de dois vigilantes num estaleiro de construção do Barreiro (ocorrido a 27 de maio de 2025), o tribunal desta cidade mandou agora que outro arguido saísse da cadeia.
A decisão de soltar Rudi Gomes (depois do arguido Vilmar Vieira ter sido libertado da prisão) foi tomada na segunda-feira. No decorrer de novos interrogatórios, a procuradora e a juiz de instrução criminal do processo reviram as filmagens de videovigilância que, em outubro do ano passado, tinham estado na origem das detenções, pela Polícia Judiciária de Setúbal, dos cinco arguidos do processo. E, segundo disse ao CM Pedro Pestana, advogado que representa os dois arguidos, "foi possível reconhecer a existência de dúvidas na identificação de Rudi Gomes". Por isso, acrescentou o jurista, "o mesmo foi devidamente libertado". Os dois homens mantêm-se arguidos no processo, ambos com Termo de Identidade e Residência.
Depois das decisões judiciais, permanecem em prisão preventiva três suspeitos. Pedro Pestana acrescentou ao CM que, "por o processo estar na fase de inquérito, não se irá fazer nada, para já, sobre estas detenções ilegais". Mas o conclui: "não excluindo a possibilidade de avançar com pedidos de indemnizações ao Estado pelas mesmas".
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt