Suspensa abertura do túmulo de D. Afonso Henriques
O ministério da Cultura ordenou esta quinta-feira a suspensão da abertura do túmulo de D. Afonso Henriques por uma equipa de investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, que pretende estudar o perfil biológico do primeiro rei de Portugal.
A abertura do túmulo na Igreja do Mosteiro de Santa Cruz, em Coimbra, que estava prevista para as 17h00, fica assim adiada até nova ordem.
Segundo avançou a rádio 'TSF', na origem da suspensão está o facto de o Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR) não ter feito o respectivo pedido de autorização à ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, não cumprindo um dos requisitos necessários para a abertura do túmulo de D. Afonso Henriques.
A antropóloga forense Eugénia Cunha lidera a equipa que pretende traçar o retrato biológico de D. Afonso Henriques, que integra outras duas antropólogas da Universidade de Coimbra, Ana Carina Marques e Sónia Codinha, o médico e antropólogo forense espanhol Miguel Botella (Universidade de Granada), o médico francês Bertrand Ludes, a geneticista francesa Christine Kayser (Universidade de Estrasburgo) e o historiador português José Mattoso (Universidade Nova de Lisboa).
Dados históricos referem que o túmulo de D. Afonso Henriques - que faleceu há 820 anos -, na igreja de Santa Cruz, em Coimbra não foi a primeira sepultura do primeiro monarca português e que a mesma foi aberta durante o reinado de D. Miguel no século XIX.
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