Taveiro está contra fecho de posto da GNR
População promete lutar para evitar o encerramento parcial das instalações.
A população de Taveiro, em Coimbra, quer travar o processo de encerramento parcial do posto da GNR e tem em marcha um abaixo-assinado que já foi subscrito por cerca de quatro mil residentes. "Toda a população está contra o fecho e vamos fazer tudo o que for possível para o impedir", garante Jorge Mendes, presidente da União de Freguesias de Taveiro, Ameal e Arzila. Segundo uma decisão da GNR, o posto vai passar a funcionar entre as 09h00 e as 17h00, encerrando durante a noite.
Fonte do Comando de Coimbra garante, no entanto, que o patrulhamento de toda a zona continua a ser assegurado por militares que partem de Coimbra. "Não é a mesma coisa do que ter aqui o posto. A GNR faz aqui muita falta", afirma Felisberta Dias, de 53 anos, peixeira, que já assinou o documento a contestar a decisão, que ainda não tem data definida para avançar.
A opinião é partilhada por Jorge Mendes, que teme um aumento da criminalidade: "Dizem que mantêm o patrulhamento à noite. Vão passar por cá uma ou duas vezes. É evidente que alguém que esteja para praticar um crime estará muito mais à vontade sabendo que a GNR só está em Coimbra."
"Sentimo-nos muito mais seguros com a GNR aqui", acrescenta Maria Vilão, 67 anos, residente em Taveiro. Por seu turno, Adelino Vilão, secretário da União de Freguesias, lembra que a área é vasta e sem a presença da GNR "ficaremos mais vulneráveis". Os autarcas pediram uma audiência ao Ministério da Administração Interna e estão a aguardar a marcação de uma reunião na qual será entregue o abaixo-assinado.
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