Bruno de Carvalho interrompe procuradora: "Tenho o direito de ser livre e não sou por sua causa"

Advogado pediu ao antigo presidente leonino para que se calasse após interromper procuradora

03 de julho de 2019 às 16:47
Bruno de Carvalho
José Ribeiro Foto: Pedro Ferreira
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17h31 - Nicodemus, membro da Juve Leo e arguido no caso de Alcochete, sai da sala de audiências com um ataque de ansiedade. Arguido queixou-se de dores no peito.

17h07 - Bruno diz que não ficou com a ideia clara do que se passou no Aeroporto da Madeira. Ex-vice presidente do Sporting desmente-o e afirma que perceberam "por alto" que houve ali um confronto.

17h06 - Advogado de Bruno aconselha-o a calar-se, coisa que o antigo presidente leonino acaba por fazer.

17h04 - Procuradora responde ao antigo presidente leonino: "Tenho o direito a ser livre e perguntar o que quero". Bruno reage: "Tenho o direito de ser livre e não sou por sua causa".

17h03 - Bruno de Carvalho manda bocas e interrompe procuradora que questionava Carlos Vieira. Questiona a pertinência das perguntas. 

16h42 - Carlos Vieira, ex-vice presidente do Sporting começa a ser ouvido. 

16h35 - José Ribeiro afirma que Bruno de Carvalho não acreditou em si até que ligaram a televisão. 

16h30 - José Ribeiro, o homem que avisou que a Academia estava a ser atacada está a ser ouvido. Foi na CMTV que viu o que se estava a passar e avisou o antigo presidente leonino e os restantes que estavam em reunião na casinha a pedido de Geraldes.

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16h21 - Terminou o interrogatório a Bruno de Carvalho. Antigo presidente do Sporting sai para fumar e é aplaudido à saída do tribunal.

Decorre esta quarta-feira a fase instrutória do caso do ataque à Academia de Alcochete, no Campus de Justiça. Bruno de Carvalho já foi ouvido e arrolou como testemunhas Carlos Vieira, antigo vice-presidente, Nuno Saraiva, antigo diretor de comunicação leonino e José Ribeiro. 

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À data dos factos, Bruno de Carvalho está acusado, como autor moral, de 40 crimes de ameaça agravada, de 19 de ofensa à integridade física qualificada, de 38 de sequestro, de um crime de detenção de arma proibida e de crimes que são classificados como terrorismo, não quantificados.

O processo pertence ao Tribunal de Instrução Criminal (TIC) do Barreiro, mas, por razões de logística e de instalações, a fase instrutória decorre em Lisboa, na presença de jornalistas.

Em prisão preventiva mantêm-se 36 dos 44 arguidos no processo, incluindo o líder da claque Juventude Leonina (Juve Leo), Nuno Vieira Mendes, conhecido como 'Mustafá', que viu em 06 de junho o Supremo Tribunal de Justiça negar-lhe uma providência de 'habeas corpus' (pedido de libertação imediata) e o ex-oficial de ligação aos adeptos Bruno Jacinto.

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O antigo presidente da claque Juve Leo Fernando Mendes mantém-se ainda em prisão preventiva, uma vez que o juiz Carlos Delca ainda não decidiu sobre o requerimento apresentado pela procuradora Cândida Vilar, no qual pede que este arguido seja posto em liberdade, com base num problema de saúde grave.

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