Bruno de Carvalho interrompe procuradora: "Tenho o direito de ser livre e não sou por sua causa"
Advogado pediu ao antigo presidente leonino para que se calasse após interromper procuradora
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Decorre esta quarta-feira a fase instrutória do caso do ataque à Academia de Alcochete, no Campus de Justiça. Bruno de Carvalho já foi ouvido e arrolou como testemunhas Carlos Vieira, antigo vice-presidente, Nuno Saraiva, antigo diretor de comunicação leonino e José Ribeiro.
À data dos factos, Bruno de Carvalho está acusado, como autor moral, de 40 crimes de ameaça agravada, de 19 de ofensa à integridade física qualificada, de 38 de sequestro, de um crime de detenção de arma proibida e de crimes que são classificados como terrorismo, não quantificados.
O processo pertence ao Tribunal de Instrução Criminal (TIC) do Barreiro, mas, por razões de logística e de instalações, a fase instrutória decorre em Lisboa, na presença de jornalistas.
Em prisão preventiva mantêm-se 36 dos 44 arguidos no processo, incluindo o líder da claque Juventude Leonina (Juve Leo), Nuno Vieira Mendes, conhecido como 'Mustafá', que viu em 06 de junho o Supremo Tribunal de Justiça negar-lhe uma providência de 'habeas corpus' (pedido de libertação imediata) e o ex-oficial de ligação aos adeptos Bruno Jacinto.
O antigo presidente da claque Juve Leo Fernando Mendes mantém-se ainda em prisão preventiva, uma vez que o juiz Carlos Delca ainda não decidiu sobre o requerimento apresentado pela procuradora Cândida Vilar, no qual pede que este arguido seja posto em liberdade, com base num problema de saúde grave.
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