Trabalhadores em greve fecham histórico Galiza
Espaço que já foi de referência no centro da Invicta atravessa graves problemas.
Os funcionários da Cervejaria Galiza, no Porto, cumpriram este sábado um dia de greve, concentrando-se à porta daquele restaurante de referência da cidade, em protesto contra atrasos nos pagamentos das remunerações.
"Todos os 25 trabalhadores aderiram à greve, pelo que o restaurante está mesmo fechado", disse o dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Norte, Nuno Coelho.
O principal motivo da greve deve-se ao facto de a empresa "não ter cumprido o acordo de pagar em julho o subsídio de Natal, decidido numa reunião no Ministério do Trabalho, nem, depois, em outubro, como posteriormente ficou combinado". "Mas também pretendemos protestar porque os vencimentos mensais estão a ser pagos, ultimamente, em duas ou três parcelas mensais, além de que os salários estão congelados há uma década", afirmou o sindicalista.
Depois de "a gerência ter deixado ao abandono o restaurante", há quatro anos, a empresa entrou em dificuldades e as dívidas ao Fisco e à Segurança Social "chegaram aos dois milhões de euros", sublinhou. A tentativa de resolver a situação passou pelo recurso a um Processo Especial de Revitalização, aceite pelo Tribunal do Comércio de Vila Nova de Gaia, e pela chegada de um gestor: "O problema é que as suas decisões não ajudam em nada à viabilização da casa."
Fundada em julho de 1972, a Cervejaria Galiza era "uma das referências do Porto no setor da restauração", mas, ao ter alterado "para piores produtos e serviços", colocou "em causa a qualidade e diversidade do serviço, o que levou ao afastamento de clientes importantes da casa", figuras "de relevância nacional".
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