Traços contínuos bloqueiam EN125

Autarcas exigem que sejam efetuadas correções na estrada.

21 de agosto de 2017 às 08:49
Trânsito tem sido caótico na zona de Vila do Bispo devido aos vários quilómetros de linhas contínuas Foto: Pedro Noel da Luz
Via do Infante, Algarve, Turísticos, Páscoa, Elidérico Viegas, EN125, Governo, A22 Foto: Direitos Reservados

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A requalificação da EN125 está a gerar queixas de autarcas e população, nomeadamente devido à grande extensão de traços contínuos na via, mas o Governo garante que as obras permitiram aumentar a segurança rodoviária.

"Há situações que carecem de correção", defende Adelino Soares, presidente da Câmara de Vila do Bispo. Um dos motivos de queixa prende-se com o facto de só existir no município "um sítio com traço descontínuo, mas onde não se pode ultrapassar porque existe limite de velocidade e semáforos", ficando perto de uma "rotunda".

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Adelino Soares já reclamou a necessidade de alterações à Infraestruturas de Portugal e à Rotas do Algarve, adiantando que, na última reunião, "esta situação ficou de ser resolvida após o reinício das obras".

O problema vivido em Vila do Bispo repete-se em grande parte da região. É, por exemplo, o caso de Lagos: entre a cidade e a Mexilhoeira Grande (Portimão), num total de cerca de 11 quilómetros, existe traço contínuo em toda a sua extensão, exceto, curiosamente, no interior da vila de Odiáxere. A autarquia já aprovou uma moção a pedir que sejam feitas correções na EN125.

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Mas o Governo, numa resposta a deputados do Bloco de Esquerda, a que o CM teve acesso, diz que houve "uma diminuição da sinistralidade grave".

E defende que "a introdução de separadores" e "a redução do número de viragem à esquerda e de inversão de marcha", bem como a construção de "rotundas", servirá "para reduzir ainda mais a sinistralidade".

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