Traficantes de crianças caçados por teste de ADN

Homem trazia dois menores, de 9 e 15 anos, de Angola.

22 de dezembro de 2019 às 09:55
Elementos do SEF suspeitaram de homem e detiveram-no por tráfico humano Foto: Lusa
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O homem, estrangeiro, levantou suspeitas ao chegar ao Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, fazendo-se acompanhar de dois menores, de 9 e 15 anos, alegando serem seus filhos. A suposta família, que acabava de sair de um voo de Angola, chamou à atenção dos inspetores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) que se dedicam ao combate ao tráfico de seres humanos.

O suspeito foi detido e, por existirem dúvidas quanto à paternidade da criança e do adolescente, o SEF pediu ao Ministério Público do Tribunal de Família e Menores a realização de um teste de ADN. Os resultados foram conhecidos esta sexta-feira e revelaram que o homem não é o pai dos menores.

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Os inspetores do SEF detetaram, ainda no curso deste mês, um caso com contornos semelhantes. Mas, desta vez era uma mulher estrangeira que tentava entrar no País, tentando fazer-se passar por mãe de uma criança de 11 anos.

Foi também através de um teste de ADN que ficou comprovado que a mulher não tinha qualquer relação de parentesco com o menor. Assim como o homem, foi detida por fortes indícios da prática dos crimes de auxílio à imigração ilegal e tráfico de seres humanos.

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As três crianças foram sinalizadas pelas autoridades como sendo vítimas de tráfico humano. Seguiram todos para uma casa de acolhimento, onde se encontram a receber apoio especializado.

PORMENORES

Sem documentos

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No caso do homem que chegou de Angola com dois menores, de 9 e 15 anos, nenhum dos passageiros em causa tinha qualquer documentação que lhe permitisse a entrada em Portugal de forma regular.

Pede proteção

O suspeito pediu a proteção internacional do Estado português, para assim conseguir entrar em território nacional e, por consequência, no Espaço Schengen. Acabou por ser apanhado pelas autoridades.

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Testes de ADN

Um teste de ADN começa com a recolha de material biológico dos intervenientes, sendo que as amostras de saliva e de sangue são as mais utilizadas. É feita uma comparação do perfil genético e calculada a percentagem de fiabilidade do teste.

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