Tribunal da Operação Fizz marca sessões para ouvir Carlos Silva em pessoa

Banqueiro angolano contratou procurador Orlando Figueira. Quis ser ouvido por skype.

19 de fevereiro de 2018 às 12:40
Carlos Silva é presidente do BPAE e vice-presidente do BCP Foto: Direitos Reservados
banqueiro, tribunal, operação lex, carlos silva, Nuno Teodósio Oliveira Foto: David Martins
banqueiro, tribunal, operação lex, carlos silva, Nuno Teodósio Oliveira Foto: Miguel Barreira
Orlando Figueira, ex-procurador do DCIAP, está acusado dos crimes Foto: Pedro Catarino
Procurador Orlando Figueira Foto: CMTV

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O Tribunal de Lisboa que está a julgar o ex-procurador Orlando Figueira e os outros arguidos da Operação Fizz ainda não desistiu de ouvir o banqueiro angolano Carlos Silva. E acredita que este testemunhará presencialmente.

O jornal Observador avança esta segunda-feira que foram reservadas três sessões, nos dias 6, 7 e 8 de março, para ouvir o homem que contratou Orlando Figueira, o magistrado português suspeito de ter recebido subornos de Angola para arquivar processos relativos a Manuel Vicente, antigo vice-presidente do país africano.

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Carlos Silva está em Angola e disponibilizou-se para ser ouvido a partir da sua casa, via Skype. Isto depois de a justiça angolana ter avisado o tribunal português de que não tinha condições para garantir a chamada por videoconferência.

Carlos Silva está arrolado como testemunha no processo, mas o seu papel ganhou especial relevo ao ser revelado que foi ele quem contratou Orlando Fiqueira por um ordenado milionário, sem que o magistrado tenha chegado a exercer funções no Banco Privado do Atlântico, de que Silva é administrador.

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