Tribunal volta a julgar suspeito de atear dois incêndios
Em 2015, o coletivo de juízes condenou o arguido a três anos de prisão.
O Tribunal de Aveiro começou esta terça-feira a julgar pela segunda vez um homem, de 45 anos, acusado de ter ateado dois incêndios florestais no mesmo dia, no concelho de Anadia.
Em junho de 2015, o coletivo de juízes condenou o arguido a três anos de prisão, com pena suspensa, por um crime de incêndio florestal. No entanto, o Ministério Público (MP) entendia que o arguido devia ter sido condenado por dois crimes de incêndio florestal e recorreu para o Tribunal da Relação do Porto, que mandar repetir o julgamento.
O homem, que já foi condenado anteriormente pelo mesmo crime, tendo cumprido quatro anos de cadeia, confessou ter ateado os dois incêndios e mostrou arrependimento.
"Estou muito arrependido. Tinha bebido duas ou três cervejas. Fiz aquilo, mas não tenho explicações", disse o arguido.
Os factos ocorreram na tarde do dia 13 de abril de 2014, quando o arguido ateou dois incêndios florestais no lugar de no lugar de Figueira de Boialvo, em Avelãs de Cima.
Segundo o MP, o arguido percorreu de bicicleta uma estrada de terra batida, que dá acesso ao interior da floresta, e ateou fogo no mato ali existente, com recurso a um isqueiro, abandonando o local de seguida.
Mais tarde, o arguido voltou ao local para verificar como estava o incêndio e, ao ver que o mesmo estava extinto, resolveu atear novo fogo.
De acordo com a investigação, os dois incêndios consumiram uma área de 250 metros quadrados de mato e eucalipto e só não tomaram proporções maiores porque foram prontamente combatidos por duas corporações de bombeiros, fruto da deteção precoce do início dos fogos por populares.
Um relatório médico realizado ao arguido conclui que o mesmo é imputável, apesar de apresentar uma "capacidade intelectual abaixo do normal e uma propensão para o abuso de álcool", e refere que "existe risco de o arguido repetir a prática destes factos".
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