Trio suspeito de assaltar três vezes casa de idoso começou a ser julgado na Feira
Arguidos, com idades entre os 22 e os 50 anos, estão acusados de dois crimes de roubo agravado e um crime de furto qualificado.
O Tribunal da Feira começou esta quarta-feira a julgar três homens suspeitos de terem roubado três vezes, no espaço de pouco mais de uma semana, um idoso que vivia sozinho em Oliveira de Azeméis, no distrito de Aveiro.
Os arguidos, com idades entre os 22 e os 50 anos, estão acusados de dois crimes de roubo agravado e um crime de furto qualificado.
O processo tem ainda um quarto arguido que participou apenas no terceiro assalto, estando por isso acusado de um crime de furto qualificado.
Na primeira sessão do julgamento, os arguidos admitiram ter estado na garagem da habitação, de onde levaram material em cobre e sucata diversa, mas negaram ter entrado na casa, bem como terem tido qualquer contacto com a vítima.
Segundo a acusação do Ministério Público (MP), o primeiro assalto ocorreu a 18 de julho de 2025, perto das 02:00, quando os três principais arguidos entraram na casa do idoso, com as caras tapadas, e surpreenderam a vitima que estava a dormir na sala.
Em seguida, amordaçaram e amarraram a vítima nas pernas e braços com fios elétricos e percorreram as divisões da habitação, tendo encontrado 200 euros em dinheiro e três cheques em branco que levaram consigo, juntamente com diversas bobines de cobre, com o peso de aproximadamente uma tonelada, que venderam no mesmo dia por 4.500 euros a uma sucateira.
O MP diz que os suspeitos regressaram a casa da vítima dois dias depois do primeiro assalto, no dia 20, para se apoderarem dos objetos de valor que não tinham conseguido levar da primeira vez, e fizeram uma terceira investida no dia 27, juntamente com o quarto elemento do grupo, tendo sido nessa altura surpreendidos por elementos da Polícia Judiciária que se encontravam a vigiar a casa.
Dois dos suspeitos foram detidos em flagrante, mas os outros dois conseguiram fugir a pé pelo mato junto à residência, acabando por ser detidos mais tarde, em setembro.
O MP diz que o idoso chegou a ser internado no hospital após o segundo assalto, por se encontrar muito debilitado física e psicologicamente, muito magro, sem comer ou dormir e, entretanto, acabou por morrer.
Um dos arguidos, que está em prisão preventiva, está acusado como reincidente, tendo sido condenado em 2014 a uma pena única de 16 anos e quatro meses de prisão, em cúmulo jurídico, por 22 crimes de furto qualificado, um crime de falsidade de testemunho, três crimes de furto de uso de veículo e um crime de detenção de arma proibida.
Os restantes três arguidos encontram-se em prisão domiciliária.
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