Trio pega fogo a carro fúnebre
Viatura estava numa empresa em que furtaram cobre. O incêndio destruiu três armazéns.
Os três homens, entre os quais pai e filho, tinham furtado canalizações em cobre de uma empresa na Zona Industrial de Serzedo, em Vila Nova de Gaia. Depois, sem razão aparente, decidiram provocar um incêndio nas instalações. Pegaram fogo a uma carrinha funerária que ali estava estacionada e as chamas alastraram-se a outros dois armazéns, provocando um prejuízo de quase cinco milhões de euros. O trio começou ontem a ser julgado.
O caso ocorreu a 23 de março. De acordo com a acusação do Ministério Público, o incêndio deflagrou no carro fúnebre, estacionado na empresa Biseladora do Norte, onde o trio já tinha furtado dois cilindros e várias torneiras, num total de 11 quilos de cobre. No entanto, os arguidos negaram ontem os crimes de fogo posto e de furto qualificado, dos quais estão acusados.
"Não fomos às instalações. Eu nunca lá fui. Só lá passei duas ou três vezes de carro quando ia a casa de uma irmã minha. Nem sabia que aquilo tinha sido incendiado", disse Mário Ramos, de 47 anos, pai de outro arguido. Estão ambos presos, à ordem deste processo.
"É mentira. Só passei lá algumas vezes porque a minha tia mora lá perto. E encontrei os fios elétricos descarnados, em cobre, nuns caixotes do lixo em Serzedo. Levei-os numa mochila e vendi-os, sozinho, por 40 e tal euros numa sucata", explicou Hugo Ramos, 24 anos. O terceiro arguido, João Santos, de 37 anos e que vivia com os outros acusados, não prestou declarações. Foram ainda ouvidas testemunhas, que descreveram o cenário de destruição e o prejuízo que tiveram. O julgamento continua a 5 de janeiro.
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