Triplo homicídio em elevador: família recorda inferno

Triplo homicida Francisco Ribeiro ouviu testemunhas envergonhado, de olhar fixo no chão.

27 de setembro de 2013 às 01:00
massacre, Queluz, Maria de Lurdes, Francisco Ribeiro, família, elevador Foto: Bruno Colaço
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O que parecia um simples curto circuito, pelo "cheiro a queimado" que a levou a sair da cama, era o incêndio no elevador do prédio, em Queluz, que fez morrer queimados a sua irmã, Maria de Lurdes, a sobrinha Rute Raquel, e o segurança das duas, Ailton. Foi emocionada que Maria Fernanda, 66 anos, recordou ontem ao Tribunal de Sintra as divergências financeiras fatais entre as familiares e Francisco Ribeiro, cunhado e tio das vítimas, que levou este último ao triplo homicídio em 13 de agosto de 2012.

Mãe e filhas - uma das quais, Patrícia Almeida, sobreviveu ao massacre do elevador por estar ausente - "pareciam irmãs", segundo disse na segunda sessão de julgamento outro irmão da vítima mais velha, Manuel Santos, 68 anos. Quanto a Francisco Ribeiro, acusado por três crimes de homicídio qualificado e por incêndio, ficou ontem em silêncio - só prestou declarações na primeira sessão, para afirmar que apenas quis assustar as vítimas.

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Outros familiares, vizinhos e amigos das vítimas reforçaram as divergências entre vítimas e homicida quanto à gestão de duas clínicas de fisioterapia - o que esteve na origem do crime. O autor confesso do crime olhou sempre fixamente para o chão .

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