Túnel leva Mesquita Machado e António Salvador a tribunal

Hugo Pires, ex-vereador, contestou o acordo celebrado entre a câmara e a Britalar.

12 de dezembro de 2018 às 01:30
Mesquita Machado e António Salvador Foto: Direitos Reservados
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Os gastos adicionais na construção do túnel rodoviário que, desde há quase duas décadas, liga a avenida António Macedo e o centro da cidade de Braga, podem levar a tribunal o ex-presidente da câmara, Mesquita Machado, e o administrador da empresa Britalar, António Salvador.

Em causa está uma queixa na Justiça do ex-vereador socialista na Câmara de Braga e atual deputado, Hugo Pires, a contestar o acordo celebrado entre o agora autarca, Ricardo Rio, e António Salvador.

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Neste acordo, que Mesquita sempre recusou, a autarquia pagou 800 mil dos 1,4 milhões de euros reclamados pela empresa.

Esta terça-feira, o empresário, que é também presidente do Sporting de Braga, esteve na Polícia Judiciária a esclarecer que os gastos adicionais se deveram ao facto de Mesquita Machado ter optado por abrir o túnel à circulação por partes, a fim de facilitar o tráfego da cidade, em vez de o fazer apenas com a obra concluída, como constava do contrato de adjudicação.

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Amanhã de manhã será a vez de Mesquita Machado prestar declarações sobre o assunto, na Polícia Judiciária, em que, segundo o CM apurou, sublinhará a ideia de que a câmara não devia ter pagado quaisquer gastos adicionais, como ele, enquanto autarca, sempre defendeu.

O túnel, que tem cerca de 1400 metros, foi construído em várias fases, tendo a última, com extensão pela avenida da Liberdade, sido inaugurada apenas em 2009, quando Mesquita foi eleito para o último mandato.

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