Vigilante liderava tráfico de armas
Rui Ferreira, mais conhecido por ‘Cuca’, era vigilante e lidava com armas de fogo e munições desde os 20 anos. Aos 39, é acusado de liderar uma rede de tráfico: Rui era o intermediário entre armeiros e compradores, comprando e vendendo armas ilegalmente. Foi apanhado pela PJ na operação "Guns n’Roses", que em 2010 acabou com o negócio.
‘Cuca’ é o principal arguido – de um total de 42 – no processo que começou ontem a ser julgado pelo Tribunal de Gaia.
Na primeira sessão de julgamento, apenas sete arguidos quiseram prestar declarações. Todos revelaram ter mantido contactos com ‘Cuca’, quer para venda, quer para compra de armas. Um dos réus, João Silva, chegou a enviar, pelo correio, duas caixas de munições a Rui Ferreira. Em casa, João tinha mais de 60 carabinas e cerca de dez mil munições. Ao colectivo de juízes, afirmou ser "louco por armas".
Paulo e João Ferreira, sobrinhos de ‘Cuca’, estão acusados de ajudar o tio a gerir a rede de tráfico. Dinis Vieira, agente da PSP, também é arguido no caso e responde ainda por roubo e extorsão no Tribunal de Matosinhos.
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