Vítima deixou seguro de um milhão de euros

O filho mais velho de Maria das Dores – a mulher suspeita de ter mandado matar o marido, o empresário Paulo Pereira da Cruz, para lhe ficar com o dinheiro – luta pela custódia do meio irmão, o pequeno D., de sete anos.

24 de fevereiro de 2007 às 00:00
Vítima deixou seguro de um milhão de euros Foto: Pedro Garcia, Flash
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O menino é o único filho em comum de Maria e de Paulo Pereira da Cruz. A guarda da criança foi provisoriamente confiada aos avós paternos, em 9 de Fevereiro, dia em que a mãe foi presa por ser suspeita de ter encomendado o homicídio do marido a dois homens – que executaram o crime e também estão em prisão preventiva.

Maria das Dores, numa cela da cadeia de Tires, afogada em dívidas, apoia a pretensão do filho mais velho: acha que D. está melhor com o irmão, David Motta, do que com os avós paternos, José Pereira da Cruz. médico reformado, e Maria Manuel. O caso está para ser decidido em breve no Tribunal de Família e Menores de Lisboa.

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O empresário Paulo Pereira da Cruz deixou um seguro de vida – calculado por uma fonte contactada pelo Correio da Manhã em cerca de um milhão de euros.

No caso de o tribunal confiar a custódia do pequeno D. ao irmão, David Motta fica com o usufruto do milhão de euros – que deve ser gasto em benefício da criança.

FALSIFICAÇÃO

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David Motta foi ontem interrogado na Divisão de Investigação Criminal da PSP, em Lisboa, como arguido num processo em que é suspeito de ter subtraído ao pai cerca de 150 mil euros.

Como o CM noticiou na edição de 18 de Fevereiro, David terá forjado a assinatura do pai – José Motta Ambrósio, professor de História, primeiro marido de Maria das Dores – para lhe sacar o dinheiro da conta bancária.

David instalou-se em Nova Iorque – e aí viveu com Pedro Caldeira, filho do ex-corretor da Bolsa de Lisboa. Zangaram-se há menos de um ano. David continua nos EUA, Caldeira mudou-se para Londres.

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DÍVIDAS AVULTADAS

Maria das Dores tinha avultadas dívidas e vivia acima das suas possibilidades. Como o marido, Paulo Pereira da Cruz, ia pedir o divórcio, terá contratado o brasileiro João Paulo, de 20 anos, e um cabo-verdiano, de 26, para o liquidar. Estão ambos detidos.

DINHEIRO

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Após o crime, o banco congelou as contas de Paulo Pereira da Cruz e o seguro não pagou o prémio de um milhão de euros, decisões confirmadas por um juiz.

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