Vítimas não pagam taxas moderadoras
O Governo aprovou ontem em Conselho de Ministros um decreto-lei que prevê a isenção às vítimas de violência doméstica do pagamento de taxas moderadoras no acesso à prestação de cuidados clínicos dentro do Serviço Nacional de Saúde.
Esta medida já tinha, aliás, sido anunciada em Novembro pelo secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, Jorge Lacão.
O diploma reconhece que as vítimas de violência doméstica constituem um dos grupos populacionais sujeitos a maiores riscos e financeiramente mais desfavorecidos.
O Governo considera que esta medida visa dar maior protecção às vítimas facilitando-lhes o acesso aos cuidados de saúde.
A Associação de Apoio à Vítima (APAV) registou, em 2006, um total de 22 casos de homicídio ou tentativa de homicídio contra mulheres e mais de 13 mil crimes de violência doméstica. A APAV salienta que mais de 30 por cento das vítimas de homicídio ou tentativa do mesmo residiam ou residem no concelho de Cascais.
A APAV revelou também que durante o ano transacto, no total dos 15 758 crimes registados, cerca de 86 por cento foram de violência doméstica e que a maioria das vítimas é casada e tem entre 26 e 45 anos. Já os agressores têm entre os 26 e os 55 anos.
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