Vítimas não pagam taxas moderadoras

O Governo aprovou ontem em Conselho de Ministros um decreto-lei que prevê a isenção às vítimas de violência doméstica do pagamento de taxas moderadoras no acesso à prestação de cuidados clínicos dentro do Serviço Nacional de Saúde.

06 de abril de 2007 às 00:00
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Esta medida já tinha, aliás, sido anunciada em Novembro pelo secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, Jorge Lacão.

O diploma reconhece que as vítimas de violência doméstica constituem um dos grupos populacionais sujeitos a maiores riscos e financeiramente mais desfavorecidos.

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O Governo considera que esta medida visa dar maior protecção às vítimas facilitando-lhes o acesso aos cuidados de saúde.

A Associação de Apoio à Vítima (APAV) registou, em 2006, um total de 22 casos de homicídio ou tentativa de homicídio contra mulheres e mais de 13 mil crimes de violência doméstica. A APAV salienta que mais de 30 por cento das vítimas de homicídio ou tentativa do mesmo residiam ou residem no concelho de Cascais.

A APAV revelou também que durante o ano transacto, no total dos 15 758 crimes registados, cerca de 86 por cento foram de violência doméstica e que a maioria das vítimas é casada e tem entre 26 e 45 anos. Já os agressores têm entre os 26 e os 55 anos.

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